Bloomberg — O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes proibiu o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 90 dias, impedindo, na prática, qualquer visita até depois do primeiro turno da eleição de outubro.
Em decisão desta segunda-feira (13), Moraes afirmou que Flávio abusou de seu direito de visita para ajudar Bolsonaro a contornar uma ordem judicial que o proíbe de usar as redes sociais, após a publicação, pelo senador, de uma carta escrita por seu pai e lida nas redes sociais durante o fim de semana.
A mensagem foi divulgada em meio às tensões contínuas entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, após ela tê-lo criticado em um vídeo publicado nas redes sociais no final de junho.
Um porta-voz da campanha de Flávio Bolsonaro não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
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Na mensagem, Jair Bolsonaro pede que divergências sejam deixadas de lado e reafirma apoio à pré-candidatura do senador. No texto, Bolsonaro chama Flávio de seu “porta-voz” e afirma confiar nele para conduzir o país.
Moraes também ordenou que os advogados de Bolsonaro explicassem em 48 horas se o ex-presidente sabia que a carta seria publicada nas redes sociais. Ele citou que Bolsonaro e seu filho já haviam violado anteriormente a mesma ordem judicial que proíbe o ex-presidente de usar as redes sociais, direta ou indiretamente.
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O ministro encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral, afirmando que a carta e o vídeo de Flávio Bolsonaro poderiam propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação. Segundo Moraes, a conduta de Flávio foi um instrumento de promoção política de pré-candidatura, “com utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto”.
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