Bloomberg — As ações norte-americanas, com exceção das gigantes do setor de tecnologia, devem apresentar resultados sólidos nesta temporada, ampliando a alta do mercado acionário, segundo estrategistas do Morgan Stanley.
A equipe liderada por Michael Wilson afirmou que a mediana das empresas que compõem o Índice Composto S&P 1500 está gerando um crescimento do lucro por ação superior a 10%, o melhor desempenho desde a recuperação pós-Covid.
Além disso, os analistas continuam a revisar para cima as estimativas de lucro para os setores de bens de consumo discricionário e de transporte, ambos intimamente ligados ao crescimento econômico, afirmaram os estrategistas.
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“Esperamos que essa ampliação continue, impulsionada pela resiliência dos lucros das ações medianas”, escreveu Wilson em uma nota.

A temporada de resultados do segundo trimestre tem início nesta terça-feira com os relatórios dos grandes bancos. Analistas esperam que as empresas do S&P 500 registrem um salto de 23% nos lucros, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence, o que estaria entre os melhores resultados já registrados, excluindo os períodos de recuperação após grandes recessões.
Isso estabelece um padrão elevado para os índices de ações, que estão sendo negociados próximos de seus máximos históricos. O foco voltará a recair sobre as ações do setor de tecnologia, em busca de indícios sobre a demanda por inteligência artificial e para avaliar se as perspectivas são robustas o suficiente para sustentar as valorizações elevadas do setor de semicondutores.
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Os investidores também aguardam notícias das empresas que mais investem em infraestrutura de IA — as chamadas “hiperscalers”. Esse grupo ficou, em grande parte, de fora da alta do S&P 500 neste ano, devido a preocupações de que os pesados gastos de capital possam não valer a pena.
De fato, o índice S&P 500 ponderado igualmente, que dilui o impacto dos gigantes da tecnologia, está apresentando desempenho superior ao índice ponderado por capitalização de mercado pela primeira vez desde 2022.
Ainda assim, alguns destacam a solidez dos lucros do setor de tecnologia. A estrategista da RBC Capital Markets, Lori Calvasina, elevou a classificação do setor para “sobreponderar”, citando fortes revisões para cima nas estimativas de receita e lucros, bem como a retomada dos influxos de recursos.
“É verdade que as avaliações do setor de tecnologia não são baratas, mas, em nossa última atualização, o setor está apenas ligeiramente acima da média de longo prazo no P/L absoluto e relativo mediano”, escreveu Calvasina em uma nota.
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