Bloomberg — Credores e acionistas da Braskem (BRKM5) estão mais próximos de um acordo para reestruturar cerca de US$ 11 bilhões em dívidas, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela Bloomberg News.
Propostas tanto da petroquímica quanto dos credores preveem uma oferta subsequente de ações, com injeção de capital por parte dos principais acionistas e de terceiros, além de uma conversão simultânea de dívida em ações pelos credores, conforme documentos sobre as negociações divulgados no sábado (24).
A injeção inicial de capital pelos acionistas e a conversão de dívida em ações pelos credores somariam cerca de US$ 4 bilhões, segundo a proposta dos credores, e cerca de US$ 5 bilhões, segundo a proposta da Braskem, mostram os documentos.
Esse é o ponto em que as duas partes estiveram mais próximas de um acordo durante as negociações no processo de recuperação extrajudicial, disse uma das pessoas, que pediu para não ter o nome revelado, pois as conversas são confidenciais.
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Apesar do progresso nas conversas, ainda persistem diferenças significativas entre as propostas, e um acordo não está garantido, disseram as pessoas.
Na proposta da empresa, os credores converteriam US$ 2,8 bilhões em ações, enquanto acionistas principais e terceiros se comprometeriam a injetar US$ 1,2 bilhão em uma oferta subsequente de US$ 2,25 bilhões, prevista para ocorrer, provavelmente, ainda este ano.
Caso seja necessário atingir determinadas métricas, os acionistas principais realizariam aporte adicional de até US$ 500 milhões, e os credores contribuiriam com até US$ 1,5 bilhão — por meio de injeção de capital e conversão de dívida — em junho de 2029.
Os credores concordam com um follow-on de US$ 2,25 bilhões, mas sugerem que US$ 1,85 bilhão desse montante seja garantido pelos principais acionistas ou por terceiros, desde que o compromisso seja firmado agora. Qualquer terceiro — que não os principais acionistas — que venha a oferecer esse tipo de garantia precisaria da aprovação dos credores antes da ratificação do plano, disseram eles.
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Os credores também propuseram uma conversão imediata de dívida em ações no valor de US$ 1,85 bilhão, com um compromisso adicional de US$ 450 milhões para junho de 2029, caso seja necessário.
Na proposta da companhia, a Petrobras e o IG4 Capital Group manteriam o controle e a gestão da Braskem.
O IG4 não quis comentar. A Petrobras não respondeu de imediato a mensagens solicitando um posicionamento. A Braskem disse que segue em negociações com credores no seu processo de recuperação extrajudicial e optou por não fazer mais comentários.
As conversas continuam e muitos detalhes ainda precisam ser definidos, segundo as pessoas. Embora ambas as partes tenham até o dia 22 de novembro para chegar a um acordo, a expectativa é que isso ocorra antes, afirmaram as pessoas.
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A Braskem protocolou um pedido de recuperação extrajudicial em agosto. O plano, detalhado em documentos judiciais na ocasião, incluía o compromisso dos principais acionistas — ou de terceiros acordados — de aportar ou garantir a subscrição de novo capital após um período de carência; contudo, o montante, a estrutura e o cronograma permaneceram em aberto.
Desde então, a empresa e um grupo de detentores de títulos de dívida têm mantido negociações intensas para elaborar um plano de reestruturação definitivo e evitar um pedido de recuperação judicial. Anteriormente, os detentores de títulos solicitaram aos acionistas controladores — Petrobras e IG4 Capital Group — um aporte de US$ 3 bilhões em capital novo, pedido que foi rejeitado.
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