Credores da Braskem resistem a plano de reestruturação às vésperas de prazo, dizem fontes

Negociações para reestruturar cerca de US$ 11 bilhões em dívidas se encerram em 9 de outubro, e detentores de títulos considerarem insuficiente uma proposta de capitalização de aproximadamente US$ 1 bilhão, elevando o risco de um eventual pedido de recuperação

As partes têm até 9 de outubro para chegar a um acordo sobre os termos básicos da negociação (Foto: Dado Galdieri/Bloomberg)
Por Giovanna Bellotti Azevedo - Rachel Gamarski - Mariana Durao
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Bloomberg — Os bondholders da Braskem têm resistido a uma nova proposta apresentada pela empresa e seus acionistas para renegociar cerca de US$ 11 bilhões em dívidas, à medida que se aproxima o prazo crucial de 9 de outubro para um acordo.

Depois de uma rodada de conversas que fracassaram no mês passado, os acionistas ofereceram cerca de US$ 1 bilhão para garantir um follow-on, mas apenas se a reestruturação reduzir significativamente a dívida da empresa, disseram pessoas a par da situação ouvidas pela Bloomberg News. Elas pediram anonimato por se tratar de um assunto privado.

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Os termos propostos foram considerados insuficientes pelos credores para um acordo, disseram algumas das pessoas.


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As partes têm até 9 de outubro para chegar a um acordo sobre os termos básicos da negociação, e caso não o façam, uma maioria dos credores poderá solicitar o encerramento do processo extrajudicial, o que poderia levar a um pedido de recuperação judicial, disseram as pessoas.

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Um acordo neste prazo é visto como pouco provável pelos credores, disseram, adicionando que conversas estão em andamento e nenhuma decisão foi tomada.

A Braskem e IG4 não comentam. Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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A Braskem entrou com um pedido de recuperação extrajudicial em agosto, e o arcabouço apresentado nos documentos judiciais na época previa que os principais acionistas ou terceiros acordados aportassem ou garantissem um novo aporte de capital após um período de alívio, embora o valor, a estrutura e o cronograma ainda estivessem em aberto.

Desde então, a companhia e um grupo de detentores de títulos internacionais vêm mantendo negociações intensas para chegar a um plano final de reestruturação e evitar um pedido de recuperação judicial.

No mês passado, os bondholders pediram às controladoras Petrobras e IG4 Capital Group um aporte de US$ 3 bilhões em capital novo, proposta que foi resistida pelos acionistas.

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Grande parte da pressão recai sobre a Petrobras por sua maior capacidade financeira. Embora tenha ampliado seu envolvimento nas negociações, a petroleira vinha resistindo a assumir o tipo de compromisso vinculante de aporte de capital exigido pelos credores, segundo pessoas a par das conversas.

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Embora não chegar a um acordo até 9 de outubro não provoque uma mudança automática no processo, a data pode ser determinante para definir se as negociações avançam ou se a Braskem entra com um pedido de recuperação judicial.

O prazo ganha ainda mais relevância por cair em meio ao período eleitoral no Brasil, tornando a questão particularmente delicada diante da presença da estatal Petrobras entre os acionistas da companhia.

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