BTG Pactual inicia migração de clientes de contas internacionais para banco nos EUA

Clientes recebem mensagens para aceitar novos termos até 3 de dezembro; contas atuais serão encerradas e novas, abertas no BTG Pactual Bank, N.A. a partir de 15 de novembro, dez meses após a conclusão da compra do M.Y. Safra

BTG Pactual
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Bloomberg Línea — O BTG Pactual (BPAC11) deu início à migração de sua plataforma de contas internacionais para dentro do banco que o grupo passou a operar nos Estados Unidos em janeiro, desde a conclusão da compra do M.Y. Safra.

O banco começou a enviar mensagens a clientes para informar que a Conta Banking Internacional passará a ser atendida pelo BTG Pactual Bank, N.A., instituição membro do FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation), o fundo garantidor de depósitos dos EUA.

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Os avisos foram enviados por canal de comunicação do banco com clientes no WhatsApp e pelo aplicativo, segundo mensagens vistas pela Bloomberg Línea.


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A mudança já era esperada desde que o BTG Pactual passou a operar como banco nos Estados Unidos e marca um passo relevante na expansão do grupo no mercado americano. A migração também ocorre em um momento de disputa entre instituições brasileiras por clientes pessoa física domiciliados no país, incluindo Nubank (NU), Inter (INTR) e outros.

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Procurado pela reportagem, o BTG Pactual não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre a mudança.

De acordo com os comunicados aos clientes do BTG Pactual, a conta atual será encerrada e uma nova será aberta no banco americano do grupo a partir de 15 de novembro. Até lá, os clientes podem usar a conta normalmente.

Para manter a conta e os serviços vinculados a ela, é preciso aceitar os novos termos e condições até 3 de dezembro, pelo app BTG Investimentos ou pelo BTG Banking. Sem a confirmação, a conta e o cartão serão cancelados, informam as mensagens.

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De acordo com os comunicados, o número da conta e o routing number, código que identifica as instituições bancárias nos EUA, também vão mudar, e os novos dados serão enviados após a abertura da conta.

Clientes com cartão de débito físico precisam confirmar o endereço para receber um novo, enquanto os cartões virtuais serão gerados de forma automática. Segundo as mensagens, o acesso pelo aplicativo, a oferta de produtos e os dados cadastrais não mudam.

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Units do BTG Pactual (BPAC11)

79.97BRL-2.13%
-1.74 BRL
1D
1M
3M
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1A
3A
5A
Os dados podem ter atraso de ate 20 minutos.

Hoje, a custódia dos investimentos dos clientes de contas internacionais fica com a corretora americana do BTG, e os serviços bancários são prestados por um banco parceiro nos EUA, o Regent Bank. A migração transfere essa segunda parte para o banco do grupo.

Em entrevista à Bloomberg Línea em julho, Renato Moritz, sócio e co-CEO da corretora americana do BTG e responsável pela estratégia de contas internacionais, disse que as contas seriam migradas para a nova estrutura em data que ainda não estava definida à época.

O objetivo é reunir em um único aplicativo os produtos de investimento da corretora e os serviços bancários, o que permitiria ao cliente tomar crédito com ativos em garantia, segundo o executivo.

O banco também quer crescer em financiamento imobiliário para brasileiros que investem em imóveis nos EUA e entre residentes no país, em estados como Flórida, Massachusetts e Nova York.

O BTG lançou o serviço de contas internacionais em novembro de 2023, em meio a uma disputa com instituições como Itaú, Inter, Nomad e Avenue pelo investidor brasileiro que busca manter ativos no exterior. A oferta começou com ações, ETFs e fundos imobiliários americanos e passou a incluir fundos de investimento, renda fixa e UCITS ETFs.

A licença bancária própria veio com a conclusão da compra do M.Y. Safra, anunciada em junho de 2024 e aprovada pelo Federal Reserve. Fundado em 2013 em Nova York, o banco atuava em private banking e financiamento imobiliário e tinha US$ 404 milhões em ativos ao fim de março de 2024. Kathleen Romagnano, que vinha do M.Y. Safra, comanda a operação.

A licença permite ao BTG captar depósitos e conceder crédito nos EUA. Em agosto, o CFO Renato Cohn disse que a operação já recebia depósitos em dólar, mas ainda dependia de mudanças de plataforma e tecnologia em construção ao longo de 2026 e 2027, e que a expectativa é que o banco ganhe robustez ao fim de 2027.

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