Bolsas globais ensaiam recuperação após queda de ações de IA, mas petróleo amplia risco

Investidores encontram algum alívio depois de uma forte onda de vendas de empresas ligadas à inteligência artificial, com os futuros do Nasdaq 100 em alta e ações de semicondutores mostrando sinais de recuperação

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Bloomberg — A forte queda no setor de inteligência artificial foi se atenuando, proporcionando aos investidores em ações globais um certo alívio na última sessão de uma semana volátil, com novos ganhos nos preços do petróleo mantendo o clima de cautela.

Os futuros do Nasdaq 100 subiram 0,4% após o índice ter registrado seu pior dia desde junho. Os contratos do S&P 500 permaneceram estáveis. O índice Kospi da Coreia do Sul fechou com alta de 0,3%, recuperando perdas que chegaram a 4,1%. O Stoxx 600 caiu 0,4%, pressionado pela atividade do setor privado na zona do euro, que ficou abaixo do esperado.

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Os títulos do Tesouro dos EUA cederam parte dos ganhos obtidos na corrida por segurança da sessão anterior, que levou a maior queda na taxa de rendimento dos títulos de 10 anos em mais de um ano. A pressão de venda sobre os títulos franceses diminuiu.

O petróleo continuou a complicar as perspectivas de inflação, com o Brent atingindo seu nível mais alto desde o início de maio. O ouro caiu para cerca de US$ 4.000 a onça e caminhava para sua pior semana desde junho.

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Os investidores mostram-se relutantes em fazer grandes apostas em qualquer direção, enquanto avaliam a queda acentuada do setor de tecnologia, impulsionada por dúvidas sobre a sustentabilidade dos gastos elevados com a expansão global da inteligência artificial.

Os prêmios de rendimento dos títulos corporativos atingiram seu nível mais alto desde maio de 2025, justamente no momento em que os maiores participantes do setor estão comprometendo mais capital.

“É provável que os mercados acionários só se acalmem quando as hiperescaladoras dos EUA puderem demonstrar que o aumento nas receitas de IA justifica a expansão”, afirmou Wolf von Rotberg, do Bank J Safra Sarasin.

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“O sarrafo certamente subiu, com os mercados de crédito apresentando sinais crescentes de tensão e uma disposição cada vez menor para financiar gastos de capital adicionais.”

Os resultados financeiros continuaram a impulsionar os movimentos do mercado. Na Europa, a empresa de luxo Kering despencou 12% após as vendas de sua marca Gucci caírem mais do que o esperado. A Volvo Car despencou 30%, atingindo uma mínima histórica, após divulgar prejuízo, com seu diretor executivo afirmando que o mercado para carros desenvolvidos no Ocidente na China está desaparecendo rapidamente.

As fabricantes de chips listadas nos EUA pareciam prestes a ter algum alívio, com um fundo negociado em bolsa (ETF) que acompanha o setor subindo 2% nas negociações pré-mercado. A Nvidia apresentou desempenho superior entre as “Sete Magníficas”, enquanto a onda de vendas na Meta diminuiu.

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“A demanda ainda excede amplamente a oferta”, afirmou Mark Matthews, chefe de pesquisa para a Ásia do Julius Baer, à Bloomberg TV. “Portanto, quando ocorrem essas grandes correções, como a que observamos nos últimos dias, especialmente durante a madrugada, nas ações de semicondutores, acredito que seja uma boa oportunidade para comprá-las.”

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