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Com guerra prolongada no Irã, vendas de imóveis de luxo em Dubai registram queda

Durante o terceiro trimestre, compradores de imóveis de luxo em Dubai continuaram ativos, mas as vendas caíram 17% em relação ao ano anterior, influenciadas pela prolongação da guerra no Irã

Dubai registrou 86 vendas de imóveis acima de US$ 10 milhões no terceiro trimestre, ante 103 no mesmo período do ano passado (Foto: Bloomberg)
Por Zainab Fattah
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Bloomberg — Compradores ricos de todo o mundo continuaram a adquirir imóveis de luxo em Dubai durante o terceiro trimestre, de acordo com a empresa de pesquisa Knight Frank, embora o volume de vendas tenha diminuído cerca de 17% em relação ao ano passado, à medida que a guerra no Irã se prolongava.

Dubai registrou 86 vendas de imóveis com preço igual ou superior a US$ 10 milhões durante o trimestre, segundo a Knight Frank. Isso se compara a 103 vendas nessa faixa de preço durante o mesmo período do ano passado. As vendas de imóveis de luxo atingiram um recorde em Dubai em 2025.

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Apesar da retração, os números ilustram a relativa resiliência da demanda imobiliária em uma cidade que enfrentou uma enxurrada de mísseis e drones iranianos no início deste ano. Embora a maioria dos projéteis tenha sido interceptada, setores como turismo, aviação e comércio têm sofrido pressão.

Os preços das residências também caíram marginalmente, com a imobiliária JLL estimando que os valores tenham caído cerca de 5% em média, com alguns bairros nobres registrando quedas maiores.


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Entre janeiro e setembro deste ano, Dubai registrou 412 transações imobiliárias avaliadas em mais de US$ 10 milhões, um número próximo ao recorde de 500 vendas registradas em todo o ano passado, de acordo com o relatório da Knight Frank.

“Apesar do cenário geopolítico excepcional em toda a região, o mercado imobiliário de luxo de Dubai continuou a registrar altos volumes de vendas durante o terceiro trimestre, embora estes sejam inferiores aos registrados no mesmo período do ano passado”, afirmou Faisal Durrani, chefe de pesquisa para o Oriente Médio e Norte da África da Knight Frank. “A natureza um tanto ‘intermitente’ das hostilidades é, como era de se esperar, um fator que abala a confiança”, disse Durrani sobre o conflito regional.

A guerra com o Irã pôs fim ao mais longo boom imobiliário de Dubai, que teve início durante a pandemia, em 2020. Ainda assim, em setembro, a maioria dos residentes estrangeiros da cidade retornou após as férias de verão, ajudando a fortalecer o mercado.

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No terceiro trimestre, 13 imóveis foram vendidos por pelo menos US$ 25 milhões, totalizando cerca de US$ 500 milhões.

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A ilha artificial Palm Jumeirah e o bairro Emirates Hills foram responsáveis pela maior parte das vendas da cidade. O total de vendas de imóveis no valor de US$ 10 milhões ou mais atingiu cerca de US$ 6,7 bilhões nos primeiros nove meses. No terceiro trimestre de 2024, ocorreram 83 vendas nessa faixa de preço.

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A queda nos preços em bairros de luxo como Palm Jumeirah — que, segundo estimativas da Knight Frank, registrou uma redução de 9% nos últimos 12 meses — pode ter atraído novos compradores para o mercado.

“A ilha está oferecendo cada vez mais um ‘bom custo-benefício’ a 4.083 dirhams (US$ 1.112) por pé quadrado”, afirmou Louis Harding, diretor do setor residencial dos Emirados Árabes Unidos na Knight Frank. “O interesse dos compradores aqui continua a provir, em grande parte, daqueles que buscam uma residência permanente ou de férias, em vez de investidores que compram para revender”, disse ele.

A desaceleração ocorre logo após um ano recorde em 2025. Os preços gerais na cidade subiram mais de 70% após a pandemia, segundo estimativas de analistas.

“O maior obstáculo no momento para a atividade geral do mercado é o conflito regional em curso”, afirmou Durrani.

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