Bloomberg — O custo das opções usadas como hedge contra novos ganhos dos Treasuries disparou nesta quinta-feira (22) para o maior nível desde março, com investidores em busca da segurança dos títulos do governo dos EUA diante da disparada dos preços do petróleo e do agravamento da crise fiscal na França.
O rendimento do Treasury de 10 anos, referência do mercado, caiu abaixo de 5% pela primeira vez em cerca de um mês, e traders desembolsaram milhões para se proteger de uma queda ainda maior.
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Um indicador mostra que participantes do mercado passaram a pagar prêmio maior por opções de compra de Treasuries de prazo mais longo do que por opções de venda pela primeira vez em sete meses — sinal de que se preparam para uma valorização adicional dos títulos.

Os movimentos ocorrem em meio a uma combinação de acontecimentos preocupantes que enfraqueceu a tese baixista para os títulos, entre eles a disparada dos preços do petróleo diante dos temores de mais uma escalada dos conflitos no Oriente Médio e o nervosismo com as operações ligadas à inteligência artificial.
Ao mesmo tempo, a tensão nos títulos franceses se intensificou, e a ameaça de uma nova rodada de protestos no fim de semana reforçou a posição do país como o elo mais fraco dos mercados globais.
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Entre as posições que se destacaram nesta quinta-feira, uma operação aposta que o rendimento do Treasury de 10 anos cairá para cerca de 4,6% no prazo de um mês. A posição foi ampliada ao longo da sessão da manhã para cerca de 65 mil contratos, com prêmio de aproximadamente US$ 7 milhões.
A alta dos títulos também recebe impulso de investidores que correm para cobrir posições vendidas. Dados de contratos em aberto da CME referentes à sessão de quarta-feira mostraram forte aumento da exposição em futuros de Treasuries de longo prazo, sinal de novas posições vendidas que podem estar sob pressão com a valorização desta quinta-feira.
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