Bloomberg — Os empregadores nos Estados Unidos cortaram inesperadamente postos de trabalho em fevereiro e a taxa de desemprego aumentou, o que levanta dúvidas sobre a saúde do mercado de trabalho.
As folhas de pagamento não agrícolas diminuíram em 92 mil no mês passado, após um início de ano forte, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Bureau of Labor Statistics.
A taxa de desemprego subiu para 4,4%. A queda nas folhas de pagamento refletiu em parte a redução do emprego no setor de saúde devido a greves.
O relatório levanta questionamentos sobre se o mercado de trabalho está realmente se estabilizando após o pior ano para contratações fora de uma recessão em décadas.
Embora o crescimento do emprego tenha avançado no início do ano e os pedidos de seguro-desemprego tenham se estabilizado em um nível baixo, é possível que as empresas estejam começando a implementar uma série de demissões anunciadas anteriormente.
Além disso, a tendência recente de aumento da produtividade ilustra como os gastos com inteligência artificial permitiram que algumas empresas operassem com um quadro de funcionários menor.
Os números podem voltar a direcionar a atenção do Federal Reserve para o mercado de trabalho, enquanto a autoridade monetária avalia por quanto tempo manterá as taxas de juros estáveis. Recentemente, os formuladores de política monetária têm se concentrado mais na inflação — mesmo antes de a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã aumentar as preocupações dos investidores com pressões sobre os preços.
Os futuros das bolsas permaneceram em queda e os rendimentos dos Treasuries recuaram após a divulgação do relatório.
— Com a colaboração de Augusta Saraiva, Jarrell Dillard, Chris Middleton e Vince Golle.
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