Embraer estima demanda de 8.500 aeronaves na aviação comercial nos próximos 20 anos

Segundo informou a fabricante neste sábado (18) no relatório Market Outlook 2026, os pedidos devem atingir US$ 650 bilhões no período, com a substituição de aviões antigos representando 53% das novas entregas

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Bloomberg Línea — A Embraer (EMBJ3) estima que a demanda de aeronaves na aviação comercial deve atingir 8.500 unidades nos próximos 20 anos, divulgou a fabricante neste sábado (18).

O Market Outlook 2026, documento com previsão estimada para entregas de aeronaves comerciais na categoria de até 150 assentos, prevê que até 2045 os pedidos somados atinjam US$ 650 bilhões.

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Conforme o documento, a substituição de aeronaves antigas representará 53% de todas as novas entregas, enquanto 47% serão usadas ​​para expandir os mercados.

“A expansão de polos avançados de manufatura e de cadeias de valor regionais está gerando uma demanda sustentada por rotas eficientes e de alta frequência entre centros econômicos emergentes,” disse no documento o presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer, Arjan Meijer.


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Ele observou que mudanças nas preferências dos consumidores estão impulsionando a demanda por maior conectividade das malhas aéreas em mercados de menor porte, especialmente no setor de turismo, o que favorece a demanda por aeronaves com capacidade inferior a 150 assentos.

O executivo ponderou que as mudanças na forma como pessoas, capital e mercadorias se movimentam globalmente devem impactar os fluxos futuros de passageiros aéreos.

De acordo com o relatório, o tráfego global de passageiros, medido por receitas por passageiros por quilômetro (RPK, no jargão do setor), deve crescer 3,7% anualmente até 2045. A China deve liderar entre as sete regiões globais.

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Por região, as entregas de jatos devem ser lideradas pela América do Norte, com 2.670 unidades (31%), seguida da Europa e Comunidade dos Estados Independentes (CEI), com 1.870 (22%); China, com 1.470 unidades (17%); Ásia Pacífico, com 1.050 (13%); América Latina, com 740 unidades (9%); África, com 370 unidades (4%); e Oriente Médio, com 330 aeronaves (4%).

A eficiência das aeronaves de fuselagem estreita (narrowbodies) de pequeno porte de nova geração deve impulsionar uma tendência para frotas com aviões mais diversificados, diz o documento.

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A companhia aponta que frotas com aeronaves de diferentes tamanhos suportam melhor a expansão para mercados novos e emergentes, padrões de tráfego que favorecem voos de curta distância em detrimento dos de longa distância e uma crescente necessidade de flexibilidade de programação e eficiência operacional.

Segundo a fabricante, as aeronaves narrowbodies de pequeno porte também apoiam a busca da indústria da aviação por menores emissões de aeronaves.

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