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A eleição presidencial brasileira de outubro pode ser o teste mais difícil da política de Donald Trump para a América Latina, avalia Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly e vice-presidente de política do Americas Society and Council of the Americas. Com a imposição de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, a dimensão política da influência americana no país ganha ainda mais relevância.
Autor de artigo recente na revista acadêmica Foreign Affairs sobre o que Washington vem chamando de “Doutrina Donroe”, Winter vê o Brasil como a grande exceção a uma ofensiva que ajudou a consolidar uma onda de governos de direita na região.
Em entrevista à Bloomberg Línea, ele disse que o sucesso americano se explica menos pela figura de Trump, impopular em boa parte da região, do que pelo alinhamento entre sua agenda de segurança e o medo do eleitor latino-americano, que coloca o crime no topo das preocupações.
O país, porém, já mostrou que o manual do presidente americano tem limites. Para Winter, as primeiras tarifas impostas por Trump em 2025 para pressionar pelo arquivamento das acusações contra Jair Bolsonaro foram o maior revés da política do presidente americano na região: fortaleceram Lula, enfraqueceram o ex-presidente e contrariaram interesses comerciais dos próprios Estados Unidos.
⇒ Leia a reportagem: Eleições no Brasil vão colocar ‘Doutrina Donroe’ de Trump à prova, segundo pesquisador

No radar dos mercados
As ações globais operam em queda nesta sexta-feira (17), com a liquidação das ações de fabricantes de chips levando investidores a reduzir exposição aos papéis que lideraram a alta dos mercados neste ano.
- Conflito no Oriente Médio. Navios-tanque ligados ao Irã passaram a alterar rotas e reduzir velocidade no Golfo de Omã e no Mar Arábico após os EUA intensificarem a fiscalização sobre o transporte marítimo iraniano. Desde o início da nova operação, forças americanas redirecionaram três embarcações.
- Luxo segue sob pressão. As vendas da Burberry cresceram 5% no trimestre encerrado em junho, em linha com as expectativas, com impulso do avanço nas Américas. Apesar do desempenho, as ações caíram após o balanço, refletindo as preocupações sobre a capacidade da marca de sustentar a recuperação dos lucros.
- Mitsubishi avança em fusão de chips. A Mitsubishi Electric espera fechar até setembro um acordo com Toshiba e Rohm para unir suas operações de semicondutores de potência em uma joint venture, afirmou à Bloomberg News o diretor-executivo da companhia, Kei Uruma.
→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (16/07): Dow Jones Industrials (-0,20%), S&P 500 (-0,51%), Nasdaq Composite (-1,47%), Stoxx 600 (+0,16%), Ibovespa (-1,24%)
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Destaques da Bloomberg Línea:
• Visa lança plataforma de stablecoins e acelera estratégia de pagamentos em blockchain
• Kalshi amplia apostas no estilo esportivo para testes clínicos de medicamentos
• Lilly aposta US$ 3,8 bi em medicamentos psicodélicos e reforça frente de neurociência
• Também é importante: Oncoclínicas pede à Justiça proteção contra risco de perda de R$ 4 milhões em remédios| Ketchup made in Brazil: como a Kraft Heinz alcançou autossuficiência em tomate no país
• Opinião Bloomberg: O caso Del Vecchio expõe um dos maiores riscos de longo prazo da LVMH: a sucessão
• Para não ficar de fora: Público recorde nos estádios da Copa fortalece modelo de preços dinâmicos da Fifa
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