BRB encerra negociação com a Quadra Capital para vender ativos do Master

Decisão pela descontinuidade das negociações para vender R$ 15 bilhões em ativos recebidos do Banco Master resultou de divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados para a operação, segundo o Banco de Brasília

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Por Matheus Piovesana
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Bloomberg — O Banco de Brasília encerrou as negociações com a gestora de recursos Quadra Capital para vender ativos recebidos do extinto Banco Master, atrapalhando os planos da instituição de encontrar uma forma de se desfazer das carteiras.

O BRB informou que o banco e a Quadra encerraram as negociações sobre a operação. As duas empresas haviam assinado, no fim de abril, um acordo que permitiria ao BRB vender R$ 15 bilhões em ativos recebidos do Banco Master.

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Segundo o banco, a decisão agora é administrar e recolocar os ativos no mercado de forma direta.

“A decisão pela descontinuidade das negociações resultou de divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados pelo banco para a operação”, afirmou o BRB em comunicado.


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O portal UOL publicou anteriormente a informação sobre o encerramento das tratativas. Um representante da Quadra não comentou.

O acordo era uma das alternativas buscadas pelo BRB para reduzir o impacto das operações realizadas entre sua antiga administração e o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro em meio a acusações de fraude.

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O BRB estima ter recebido cerca de R$ 22 bilhões em ativos do Banco Master.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou que o banco tem liquidez suficiente para continuar operando enquanto busca uma nova solução para esses ativos.

“Hoje, o banco não depende desse negócio com a Quadra para fazer a capitalização ou trabalhar a liquidez”, afirmou. “Temos um caixa diferente do que era naquele tempo.”

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O banco, controlado pelo governo do Distrito Federal, aguarda uma capitalização de R$ 8,8 bilhões para recompor seu balanço. A operação depende de um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao governo local, com garantias dos maiores bancos do país.

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