Fabricante do Ozempic fecha parceria com a OpenAI para acelerar pesquisa de remédios

Novo Nordisk busca ganhar velocidade no desenvolvimento de medicamentos, enquanto tenta recuperar sua fatia no competitivo mercado de remédios para obesidade

Sede da Novo Nordisk na Dinamarca:  objetivo é ajudar a Novo a identificar alvos terapêuticos com mais rapidez. (Foto: Nichlas Pollier/Bloomberg)
Por Naomi Kresge

Bloomberg — A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, vai integrar a inteligência artificial da OpenAI em toda a empresa para acelerar o desenvolvimento de medicamentos.

A farmacêutica dinamarquesa não divulgou os termos financeiros da parceria anunciada na terça-feira (14), que se soma aos esforços existentes da Novo em IA — incluindo um acordo voltado para pesquisa anunciado no ano passado com a Nvidia.

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A Novo busca ganhar velocidade em diversos processos, do desenvolvimento de medicamentos ao planejamento de produção, enquanto tenta recuperar sua fatia no competitivo mercado de remédios para obesidade.

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Embora tenha sido a primeira a chegar ao mercado com a geração atual de medicamentos de alta eficácia, a empresa perdeu espaço para a rival americana Eli Lilly.

O acordo com a OpenAI não é “sobre substituir o cientista, mas sobre potencializá-lo”, disse o presidente-executivo da Novo, Mike Doustdar, em entrevista à Bloomberg News. “O mesmo vale para muitos dos nossos funcionários.”

O objetivo é ajudar a Novo a identificar alvos terapêuticos com mais rapidez, desenhar melhores ensaios clínicos e extrair conclusões mais claras dos conjuntos de dados da empresa, disse Doustdar.

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Ele comparou a mudança à transição do fax — tecnologia usada quando ele ingressou na companhia — para o e-mail.

Doustdar reformulou o quadro de funcionários da Novo desde que assumiu o cargo de CEO em agosto, com a eliminação de cerca de 9.000 postos de trabalho e a defesa do que chamou de cultura de desempenho, baseada em decisões mais ágeis.

Os funcionários da Novo já tinham acesso a uma versão personalizada do ChatGPT da OpenAI, mas a nova parceria vai além disso, disse um porta-voz.

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Programas-piloto terão início nas unidades de pesquisa e desenvolvimento, manufatura e operações comerciais da farmacêutica, com integração completa prevista para o fim deste ano.

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