Bloomberg — O objetivo do Brasil de se tornar líder em mineração de terras raras está esbarrando em cortes orçamentários e falta de pessoal na agência reguladora do setor.
O país busca parcerias com outros países em minerais críticos e terras raras, mas sua Agência Nacional de Mineração, ou ANM, não tem recursos para acompanhar as inspeções e cumprir os compromissos internacionais, disse o diretor-geral Mauro Sousa.
“É uma contradição no coração do Estado brasileiro”, disse Sousa aos repórteres na terça-feira, em uma conferência do setor organizada pelo grupo de mineração Ibram em Brasília.
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Fora da China, o Brasil tem as maiores reservas mundiais de minerais críticos. Recentemente, o governo brasileiro cortou o financiamento de agências como a ANM, que supervisiona mais de 255.000 pedidos ativos de mineração, inspeciona estruturas de mineração e lida com licenças para novos projetos.
Os cortes também estão afetando a revisão de estruturas para materiais de resíduos de mineração chamados barragens de rejeitos em um país ainda marcado por dois grandes desastres em operações de propriedade da Vale SA.
A força de trabalho do órgão regulador é menos da metade do nível necessário, e apenas quatro funcionários são dedicados a minerais críticos, disse Sousa.
Ainda assim, a ANM está enfrentando um boom de solicitações de exploração de terras raras - que provavelmente terá dificuldades para processar.
Desde 2023, a agência recebeu 3.038 solicitações, em comparação com as 745 registradas entre 1975 e 2022.
“A ANM está atualmente em suporte de vida”, disse Sousa.
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