Bloomberg — Os futuros das ações dos Estados Unidos operam em leve alta nesta sexta-feira (24), após registrarem, na véspera, a maior queda do mês, enquanto o petróleo Brent recua para abaixo de US$ 100 por barril.
Os contratos futuros do S&P 500 avançavam 0,2%, embora o índice ainda caminhe para registrar sua primeira sequência de duas semanas consecutivas de perdas desde o início da guerra no Oriente Médio. As ações de tecnologia permaneceram sob pressão, com as fabricantes sul-coreanas de chips de memória sofrendo fortes quedas. Os rendimentos dos Treasuries permaneceram próximos dos níveis mais altos do ano, enquanto o Brent caía mais de 3%, para perto de US$ 97 por barril.
Os investidores atuam com cautela após uma semana em que ações e títulos foram pressionados pela intensificação da guerra envolvendo o Irã e por novas dúvidas sobre o retorno dos investimentos bilionários em inteligência artificial. Agora, o mercado se prepara para um fim de semana que pode trazer uma nova escalada das tensões no Oriente Médio, antes da divulgação, na próxima semana, de uma série de balanços das gigantes de tecnologia voltadas à IA.
Michael Hewson, analista sênior de mercados da iForex, afirmou estar surpreso com a resiliência dos mercados, apesar da forte alta dos preços do petróleo.
Em relação aos resultados corporativos, “a próxima semana será realmente decisiva e pode definir o rumo dos mercados”, disse. “Há muito mais nervosismo agora em relação aos investimentos de capital, especialmente quando se trata de inteligência artificial e da dúvida sobre quando virá o retorno desses investimentos.”

🔘 As bolsas ontem (23/07): Dow Jones Industrials (-0,97%), S&P 500 (-1,21%), Nasdaq Composite (-2,15%), Stoxx 600 (-1,18%), Ibovespa (-0,46%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de sexta-feira (24 de julho):
- Novas tarifas dos EUA. O governo Trump implementou novas tarifas de 10% a 12,5% sobre importações da maioria de seus parceiros comerciais, com base em uma investigação sobre trabalho forçado nas cadeias de suprimentos. O Brasil foi taxado em 12,5%.
- Mar Vermelho em alerta. Ataques dos houthis elevam os riscos para a navegação na região e levam armadores a rever rotas entre a Arábia Saudita e a Ásia. Enquanto alguns petroleiros seguem por Bab el-Mandeb com os transponders desligados, outros optam pelo desvio via o Canal de Suez.
- Volkswagen sob pressão. A montadora reduziu sua projeção para 2026 e passou a prever queda de até 3% na receita, refletindo a forte retração das vendas na China e o avanço das montadoras chinesas na Europa. A revisão reforça a pressão sobre o CEO Oliver Blume para acelerar o plano de reestruturação.
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-- Com informações da Bloomberg News.
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