Morgan Stanley rebaixa recomendação de ações brasileiras por riscos fiscal e eleitoral

Banco mudou a recomendação das ações brasileiras de ‘overweight’ para ‘equal-weight’, devido a incertezas e à desaceleração da economia do país

B3
Por Leda Alvim
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Bloomberg — O Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações brasileiras de “overweight” para “equal-weight”, devido a incertezas fiscais e eleitorais do país, além da desaceleração da economia.

Em relatório, o banco diz que “não tem convicção” sobre o resultado eleitoral no Brasil e vê que “a crescente incerteza sobre a continuidade das políticas estão aumentando os riscos, particularmente para setores expostos ao mercado interno”.

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“Ainda é muito cedo para adotar uma postura mais pessimista, considerando a significativa possibilidade de alta caso uma mudança na política melhore a credibilidade fiscal, crie espaço para juros mais baixos e apoie uma transição mais suave para uma recuperação impulsionada por investimentos”, escreveram analistas liderados por Nikolaj Lippmann.

Leia também: Mercado subestima risco das eleições no Brasil, avalia Morgan Stanley

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Os analistas dizem que setores como energia e agricultura continuam bem sustentados, compensando parcialmente a fragilidade do ciclo doméstico.

Recomendam a Suzano em um cenário de possível enfraquecimento do real, enquanto removem a recomendação para o Banco do Brasil e reduzem as posições em XP e B3 para diminuir o risco antes das eleições.

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