Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) estendeu as perdas nesta segunda-feira (1) em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo de paz e às preocupações de investidores sobre os efeitos para bancos brasileiros da decisão do governo Trump de classificar o PCC e CV como terroristas.
O principal índice da B3 encerrou as negociações com queda de 0,91%, aos 172.197 pontos, em sua quinta sessão consecutiva de perdas. É o menor nível de fechamento do Ibovespa desde 21 de janeiro.
O dólar recuou 0,2% e encerrou cotado em R$ 5,03.
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Entre os ativos, a Vale (VALE3) caiu 1,35% e foi a principal influência negativa em volume. Os bancos e empresas do setor financeiro também pesaram, com o recuo de Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3), B3 (B3SA3), Bradesco (BBDC4) e BTG Pactual (BPAC11). O Santander Brasil (SANB11) foi exceção.
A Petrobras avançou, em meio ao impasse no Oriente Médio que chegou a fazer o petróleo subir durante o dia. As ações preferenciais (PETR4) tiveram ganhos de 0,88%.
Durante a manhã, a notícia de que o Irã disse que suspenderá as negociações com os Estados Unidos em protesto pela ofensiva de Israel no Líbano pesou sobre os ativos e levou a uma nova disparada do petróleo.
O presidente Donald Trump, no entanto, depois disse que as conversas com o Irã continua em ritmo acelerado e que Israel e Hezbollah concordaram em interromper as agressões, o que provocou uma mudança de sentimento no mercado externo.
Os índices dos Estados Unidos alcançaram nova máxima histórica, impulsionados também por um otimismo renovado por ações ligadas à inteligência artificial.
— Com informações da Bloomberg News
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