Do Brasil acima da meta ao Equador em queda: a inflação em LatAm em maio

A Bolívia está cada vez mais perto de voltar a ter um índice de preços ao consumidor de um único dígito, enquanto o Brasil ficou próximo de 5% em relação ao ano anterior e a Colômbia, de 6%; a Argentina não ficou abaixo dos 30%

Brasil

Bloomberg Línea — A inflação na América Latina continua apresentando um quadro misto quando se comparam as diferentes situações: nos extremos, é possível observar desde um país com deflação em relação ao ano anterior, como é o caso da Costa Rica (-0,97%), até o país com a maior inflação do mundo – a Venezuela, onde os preços atingiram 524% (número que, de qualquer forma, representa uma queda em relação aos 614% registrados em abril).

A maior economia da região, o Brasil, vem sofrendo uma aceleração gradual: a inflação foi de 4,72% em relação ao ano anterior em maio, quando havia sido de 4,39% em abril, 4,14% em março e 3,81% em fevereiro. Dessa forma, o indicador ficou acima da tolerância da meta do Banco Central (de 3% ±1,5 pontos percentuais).

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Enquanto isso, no segundo gigante latino-americano, o México, a situação está um pouco mais tranquila: a inflação fechou maio em 3,94% em relação ao ano anterior e voltou aos limites estabelecidos pelo Banco do México.


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No caso da Argentina, a situação exige uma análise diferente: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechou em 33,6%. O atual governo conseguiu reduzir rapidamente um IPC que havia chegado a 292,4% em abril de 2024, mas encontrou resistência na faixa dos 30% e não consegue ultrapassá-la.

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Da mesma forma, na Colômbia, o impacto do aumento dos preços é sentido e, em maio, o índice anual ficou em 5,84%. O indicador anual subiu pelo quarto mês consecutivo.

O Chile, por sua vez, sofreu nos últimos meses com o aumento dos preços dos combustíveis, e o IPC interanual passou de 2,4% em fevereiro para 4% em abril. No entanto, em maio, ele caiu para 3,9%.

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Na região, destaca-se uma desaceleração no Equador, cujo IPC caiu de 2,6% em relação ao ano anterior para 0,92% em maio. A Bolívia também vem registrando uma redução, embora a partir de níveis muito mais elevados: os preços subiram 12,51% nos últimos doze meses, o que representa um alívio em comparação com os 24,86% observados em julho de 2025.

Inflação interanual em maio de 2026

Veja como ficou a inflação interanual dos países latino-americanos em maio de 2026, de acordo com os órgãos oficiais de estatística:

  • Venezuela: 524%
  • Argentina: 33,6%
  • Cuba: 15,89%
  • Bolívia: 12,51%
  • Honduras: 6,09%
  • Colômbia: 5,84%
  • República Dominicana: 5,35%
  • Brasil: 4,72%
  • México: 3,94%
  • Peru: 3,91%
  • Chile: 3,9%
  • Uruguai: 3,77%
  • Nicarágua: 3,72%
  • Guatemala: 2,85%
  • El Salvador: 2,53%
  • Paraguai: 2,4%
  • Panamá: 1,1% (último dado disponível em abril)
  • Equador: 0,92%
  • Costa Rica: -0,97%

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