Bloomberg — O governo Trump avalia um plano para cobrar US$ 100.000 de estudantes internacionais para que possam permanecer no país e trabalhar após a formatura, segundo uma pessoa a par do assunto que falou com a Bloomberg News, em uma medida potencialmente devastadora para os titulares de vistos de estudante, que já se encontram em situação difícil devido às recentes medidas de repressão à imigração.
A pessoa falou sob condição de anonimato para discutir deliberações internas. Um funcionário da Casa Branca afirmou que não há nenhuma mudança iminente, mas não negou que a proposta estivesse sendo considerada.
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Se implementada, a taxa tornaria inacessível uma popular extensão de visto para muitos estudantes. A extensão, chamada de Treinamento Prático Opcional (OPT, na sigla em inglês), é um ponto central do fluxo de estudantes internacionais nos Estados Unidos, que permite aos portadores de visto de estudante prolongar sua permanência a fim de adquirir experiência profissional relevante.
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Autoridades do governo têm apontado o OPT especificamente, alegando que ele possibilita fraudes em vistos e permanência ilegal. Havia quase 300 mil estudantes internacionais no OPT no último outono nos EUA, de acordo com o Instituto de Educação Internacional — cerca de um quarto da população de estudantes estrangeiros nos EUA.
A possível cobrança da taxa foi divulgada pela primeira vez pelo Wall Street Journal.
A proposta é a mais recente iniciativa do governo para reduzir o número de estudantes internacionais nos campi dos Estados Unidos.
No início deste mês, o Departamento de Segurança Interna anunciou que estava revogando uma política de décadas que permitia aos titulares de visto de estudante permanecer nos Estados Unidos enquanto durassem seus estudos, limitando seu tempo de permanência a quatro anos, a menos que fosse concedida uma prorrogação especial.
A taxa também reflete os esforços do governo para aplicar o mesmo valor de US$ 100.000 aos vistos H-1B, que historicamente têm canalizado talentos globais — particularmente nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) — para empresas americanas.
No mês passado, um juiz federal declarou que a taxa era ilegal. A Casa Branca recorreu da decisão.
-- Com a colaboração de Alicia A. Caldwell.
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