Bloomberg — A oferta da chinesa Huaxin Cement pela unidade de cimento da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) enfrenta resistência da Holcim, acionista relevante da companhia chinesa, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.
A Holcim, que detém cerca de 42% da Huaxin e vendeu os mesmos ativos brasileiros para a CSN em 2021, sinalizou que não apoia a passagem da Huaxin para a próxima fase do processo de venda, disseram as pessoas, que pediram anonimato por tratar de informações privadas. Nenhuma decisão final foi tomada, segundo as pessoas.
Caso a Holcim mantenha sua posição, a participação da Huaxin na disputa pode se tornar mais difícil, potencialmente reduzindo o grupo de compradores para uma das maiores produtoras de cimento do Brasil, disseram as pessoas.
A Huaxin vinha avaliando fazer uma oferta de cerca de R$ 12 bilhões pelo ativo, disseram as pessoas.
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A companhia chinesa entrou no mercado brasileiro no fim de 2024, com a aquisição da Embu Engenharia e Comércio por US$ 186 milhões. A operação incluiu quatro pedreiras no estado de São Paulo, voltadas à produção de agregados para a construção civil.
CSN, Holcim e Huaxin não comentaram.
A CSN busca vender o controle de seu negócio de cimento como parte de uma estratégia mais ampla para reduzir a alavancagem e levantar caixa. A companhia contratou o Morgan Stanley para assessorar a transação.
Os potenciais compradores estão agora na fase de due diligence, e a CSN espera receber propostas vinculantes no início de agosto, disseram as pessoas.
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A Huaxin estava entre as companhias interessadas no ativo, ao lado de Votorantim, Sinoma International e Polimix, que pode entrar em um consórcio ou apresentar proposta sozinha, disseram as pessoas.
A Bloomberg News já havia noticiado anteriormente o interesse da Votorantim pelo ativo.
Sinoma International e Polimix também não responderam a pedidos de comentário.
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A CSN, controlada pela família do bilionário Benjamin Steinbruch, também contratou o Citigroup e o Banco Bradesco para vender uma fatia relevante de sua unidade de infraestrutura e logística, com fundos de pensão e o GIC entre potenciais investidores, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
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