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Itaú compra startup de IA NeoSpace por R$ 2,9 bilhões e reforça transformação digital

Aquisição da empresa brasileira fundada em 2023 permitirá ao maior banco da América Latina em ativos acelerar o desenvolvimento de modelos próprios de inteligência artificial, com foco na personalização do atendimento e na análise de dados dos clientes

Compra da empresa fundada por Bruno Pierobon representa mais um passo na transformação digital do banco (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
Por Matheus Piovesana
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Bloomberg — O Itaú Unibanco, maior banco da América Latina em ativos, informou que adquiriu a startup brasileira de inteligência artificial NeoSpace AI Technologies, em uma transação de R$ 2,9 bilhões, com o objetivo de acelerar as ambições tecnológicas do banco.

A transação ajudará o Itaú a desenvolver seus próprios modelos de IA, combinando a tecnologia da NeoSpace com o know-how do banco em serviços financeiros, informou o Itaú nesta segunda-feira em comunicado. A aquisição, realizada inteiramente em dinheiro, manterá a startup com gestão e estrutura autônomas, tendo o fundador Bruno Pierobon como CEO.

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A NeoSpace, fundada em 2023, desenvolve IA que identifica padrões e relações complexas em grandes conjuntos de dados, informou o banco.

O Itaú já é cliente da empresa e liderou uma rodada de investimentos de US$ 18 milhões no início de 2025. O banco vê os modelos da NeoSpace como uma forma de personalizar seu atendimento ao cliente.

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O banco tem investido fortemente na modernização de suas plataformas, à medida que o setor financeiro brasileiro busca acompanhar o ritmo de uma indústria de fintech bem desenvolvida. Em 2024, o Itaú unificou diferentes aplicativos móveis em um único, à medida que os clientes deixavam de frequentar as agências físicas e o banco buscava uma oportunidade de fortalecer seus laços com clientes que utilizam um único produto.

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A iniciativa visa aumentar a quantidade de dados aos quais o banco tem acesso ao analisar o risco de cada cliente, mas também garantir que esses clientes permaneçam fiéis ao banco de maneira mais ampla — uma estratégia que bancos tradicionais e fintechs em outros países também estão tentando adotar à medida que a concorrência se intensifica.

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O banco realizou outras aquisições no setor de tecnologia na última década. Em 2019, anunciou que havia concordado em adquirir a Zup, uma startup também fundada por Pierobon que presta serviços de integração de sistemas recém-desenvolvidos a estruturas legadas.

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