Bloomberg — Os futuros da soja caíram para a menor cotação em dois meses em Chicago, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições no Brasil ter aumentado as expectativas de laços mais estreitos com a China, o que poderia reduzir a participação dos EUA no maior mercado importador de soja do mundo.
O presidente Lula conquistou seu quarto mandato, derrotando Flávio Bolsonaro em uma reviravolta política. Embora o resultado represente um revés para os investidores que haviam apostado em Bolsonaro para conter o déficit do país, a ênfase de Lula em um relacionamento pragmático com a China poderá consolidar ainda mais o domínio do Brasil como principal fornecedor de soja para o país asiático.
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O contrato mais negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) caiu até 1,7%, atingindo o nível mais baixo desde o final de agosto.
O Brasil vem conquistando cada vez mais participação no mercado chinês, respondendo por quase 80% das importações do país asiático nos primeiros nove meses do ano, apesar do acordo comercial de Pequim com os EUA, seu segundo maior fornecedor.
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Os produtos agrícolas brasileiros obtiveram maior acesso ao mercado chinês durante o mandato de Lula, enquanto a China intensificou os investimentos na infraestrutura portuária do país sul-americano, incluindo terminais construídos pela Cofco, uma das principais empresas de comercialização de grãos, em Santos.
“Lula é favorável às exportações de grãos para a China, o que representa um fator de baixa para a soja dos EUA caso o Brasil consiga atender melhor às necessidades da China”, afirmou Joe Davis, diretor de vendas de commodities da Futures International.
A fraqueza se estendeu aos óleos comestíveis, com os futuros do óleo de soja caindo até 1,2% em Chicago e o óleo de palma registrando queda de até 1,1% em Kuala Lumpur, interrompendo uma sequência de dois dias de alta. O óleo de palma costuma acompanhar a trajetória do óleo de soja, pois os dois óleos vegetais competem por muitos dos mesmos mercados de alimentos e biocombustíveis.
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O óleo de palma estava sendo arrastado para baixo pelas perdas em todo o complexo da soja, enquanto os elevados estoques da Malásia continuavam a pesar sobre o mercado, apesar de uma melhora encorajadora na demanda por exportações, segundo Tasvinderjit Singh, diretor e chefe de futuros da CGS International Futures Malaysia.
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