Bloomberg — O Itaú (ITUB4) está adquirindo pouco mais de um terço da gestora de ativos alternativos Prisma Capital, em um movimento do maior banco da América Latina para expandir sua atuação no mercado de fundos estruturados.
A Prisma, sediada em São Paulo, fundada em 2017, investe em ativos que incluem participações em empresas de capital aberto ou fechado, crédito, imóveis, companhias em recuperação judicial e direitos creditórios.
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Com cerca de R$ 28 bilhões sob gestão, a empresa também possui exposição a fundos de crédito estruturado conhecidos como FIDCs — que adquirem carteiras de crédito, como empréstimos consignados — e a plataformas de tecnologia que originam crédito.
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O Itaú não divulgou o valor pago pela participação de 35%, comprada por meio de ações preferenciais.
A aquisição ocorre em um momento em que o Itaú busca fortalecer sua presença em ativos alternativos, um setor que vem crescendo rapidamente no Brasil.
As taxas de juros elevadas impulsionam o avanço dos fundos de crédito, ao mesmo tempo em que novas normas contábeis levam os bancos a buscar novas formas de gestão de capital.
“À medida que a complexidade do nosso negócio vai aumentando, sua atratividade também vai crescendo”, disse o sócio-fundador da Prisma, Marcelo Hallack, em entrevista à Bloomberg News na quarta-feira (14).
“A gente chegou à conclusão que precisava de capital e de um sócio de longo prazo e a gente se encontrou com o Itaú”, disse, acrescentando que os recursos serão usados para ampliar a capacidade de investimento da Prisma e acelerar a criação e aquisição de plataformas que originam ativos para seus fundos.
Itau Unibanco Holding (ITUB4)
A base de investidores da Prisma inclui instituições locais e globais, bem como family offices.
Os atuais sócios da gestora não venderam participações e manterão os 65% restantes do capital, preservando o controle da firma com 100% das ações com direito a voto.
Entre os investimentos da Prisma está a Polígono Capital, uma gestora de ativos criada em fevereiro de 2023 por meio de uma joint venture com a BTG Pactual Asset Management.
Espera-se que os bancos no Brasil constituam provisões sobre os valores emprestados devido a novas regras regulatórias sobre modelos de perda esperada, “e isso exige mais capital deles”, disse Lucas Canhoto, outro sócio-fundador.
“Portanto, os bancos agora precisam reciclar mais capital, e é nesse mercado que atuamos”, acrescentou.
João Mendes, também sócio-fundador da Prisma, disse que os fundos da empresa têm a opção de investir em capital acionário conversível em crédito ou em crédito conversível em capital acionário. “Nosso mandato flexível nos permite fazer isso.”
A aquisição de fatia da Prisma “reforça o posicionamento do Itaú no segmento de alternativos, permitindo melhor capturar o potencial de crescimento desse mercado no Brasil”, disse Carlos Fernando Rossi Constantini, diretor de wealth management & services do Itaú, em comunicado.
A conclusão da operação depende de aprovações do órgão antitruste brasileiro e do Banco Central do Brasil.
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