Boutique de private banking suíça, EFG amplia time para atrair clientes ricos do Brasil

Clientes latino-americanos são responsáveis ​​por mais de 12% dos US$ 239 bilhões das fortunas sob gestão do banco globalmente, e o Brasil é o mercado-chave da região, com cerca de 20% dos US$ 30 bilhões geridos nas Américas, disse Sanjin Mohorovic, presidente da corretora EFG Capital em Miami, à Bloomberg News

Com operações em 14 países, o EFG contratou cinco pessoas nos últimos 12 meses para seus dois escritórios locais no Brasil, um em São Paulo e outro Rio (Foto: Charles Ellena/Bloomberg )
Por Cristiane Lucchesi

Bloomberg — O EFG International, boutique de private banking com sede em Zurique, está expandindo sua equipe de 300 pessoas que atende clientes das Américas, com foco no Brasil e no sul da Flórida.

O patrimônio sob gestão de clientes americanos cresceu mais rapidamente do que em qualquer outra região do EFG no ano passado, com o ingresso de US$ 4 bilhões, segundo Sanjin Mohorovic, presidente da corretora EFG Capital em Miami e responsável pelas operações do banco nas Américas.

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Os clientes latino-americanos são responsáveis ​​por mais de 12% dos US$ 239 bilhões das fortunas sob gestão do banco globalmente, e o Brasil é “o mercado-chave” da região, representando cerca de 20% dos US$ 30 bilhões geridos pelo EFG nas Américas, disse Mohorovic em entrevista à Bloomberg News.

“Nos últimos anos, temos observado um fluxo de riqueza do sul para o norte nas Américas, particularmente para os Estados Unidos”, disse ele, acrescentando que existe “muita riqueza latino-americana no sul da Flórida que acreditamos poder capturar”.


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O EFG não oferece serviços locais de private banking ou gestão de patrimônio na América Latina, mas tem booking-centers em cidades como Miami, Londres, Zurique e Genebra, que servem como polos de atração de fortunas para os indivíduos ricos da região.

“Empreendedores americanos também estão diversificando seus investimentos fora dos Estados Unidos — investindo na Ásia, em Londres, na Europa — e nós também estamos lhes proporcionando essa possibilidade”, disse ele. “Eles estão comprando casas no sul da França, nos Alpes Suíços, e nós os ajudamos com financiamentos imobiliários para essas aquisições.”

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Com operações em 14 países, o EFG contratou cinco pessoas nos últimos 12 meses para seus dois escritórios locais no Brasil, um em São Paulo e outro Rio de Janeiro.

Marcelo Cavalcanti, diretor executivo responsável pelo EFG Bank no Brasil, lidera essas unidades. Mohorovic disse que o plano é continuar contratando. Neste ano, o banco recrutou uma equipe em Miami e um banqueiro na Suíça para atender clientes brasileiros, disse ele.

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Ao contrário do que é típico para indivíduos ricos em outros países da América Latina, os brasileiros têm a maior parte de sua riqueza investida em mercados locais. Isso significa que há uma oportunidade muito maior de diversificar seus investimentos, disse Luis Ferreira, diretor de investimentos da EFG nas Américas.

O total de ativos sob gestão no setor de private banking brasileiro era de R$ 2,74 trilhões em março, segundo a Anbima, associação do mercado de capitais. Isso representa aumento de 4% em relação a dezembro.

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Pedro Carregosa, que supervisionou as operações do EFG para Brasil nos últimos anos, foi promovido em março ao cargo de responsável por private banking para as Américas, baseado em Genebra, enquanto Eduardo Cruz agora lidera o crescimento dos negócios para Brasil a partir de Miami.

Além de São Paulo e Rio de Janeiro, o EFG também possui escritórios em Lima, Bogotá e Punta del Este, Uruguai. A empresa mantém um escritório de assessoria de investimentos no Panamá com mais de 20 funcionários, um banco nas Ilhas Cayman e outro nas Bahamas. Possui ainda uma corretora e uma empresa de agentes autônomos de investimentos em Miami.

“Também estamos expandindo nossa presença no Panamá, que está se tornando um polo, e no sul da Flórida”, disse Mohorovic.

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O EFG oferece serviços de consultoria de investimentos, crédito e financiamento imobiliário, planejamento patrimonial, proteção de ativos e corretagem para indivíduos e family offices.

O grupo tem como meta contratar de 50 a 70 gerentes de relacionamento com clientes por ano, e a região das Américas seria responsável por até 15% dessas contratações, segundo Mohorovic. A meta de crescimento de novas fortunas é entre 4% e 6% dos ativos sob gestão hoje.

“O que vemos na América Latina e, claro, no Brasil, é um lugar onde não há guerras, existem muitos recursos naturais e o sistema bancário e financeiro é bastante sofisticado”, disse Mohorovic. “E está crescendo muito em termos de empreendedores e famílias, que estão se tornando investidores internacionais.”

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