Breakfast

Sem pressa para o IPO

Também no Breakfast: Os planos bilionários do Mubadala no Brasil | Beny Parnes, da SPX, alerta para ‘caminhão’ no retrovisor do BC | Mercedes enfrenta desafio com vendas em queda

Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

A fintech brasileira de pagamentos Ebanx, que recentemente anunciou a expansão para mais oito países africanos e dois na América Latina - para um total de 29 mercados na AL e Caribe, Índia e África -, tem ampliado as operações sem depender de financiamento de investidores nem da entrada de novos sócios por meio de uma oferta pública inicial.

Em entrevista à Bloomberg Línea, Paula Bellizia, presidente de Pagamentos Globais do Ebanx, disse que o dinheiro em caixa tem bancado a expansão. Essa situação tem permitido que o impulso a mercados emergentes seja feito sem considerar a listagem em bolsa como prioridade imediata.

Embora o Ebanx tenha protocolado um pedido de IPO em 2021, a oferta foi adiada à medida que as condições do mercado de capitais se deterioraram com a perspectiva de aumento dos juros - que depois se concretizou em âmbito global.

PUBLICIDADE

Leia mais: Sem pressa para o IPO, Ebanx usa caixa da operação para chegar a 29 países

Paula Bellizia, presidente de Global Payments do EBANX: chegada no início de 2022 com a missão de liderar a expansão global, que chega a 29 mercados atualmente

No Radar

Os mercados se debruçam hoje sobre o Índice de Preços ao Produtor dos Estados Unidos (PPI, na sigla em inglês) e a minuta da reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fed). Em uma semana que começou carregada de declarações de membros do banco central norte-americano, os investidores juntam todas as peças que lhes permitam tirar conclusões sobre a evolução da política de juros do Fed. Subir ou pausar o aperto monetário? Eis a questão.

🕊️ Novas vozes “dovish”. Na antessala da divulgação da ata do Fed, a dirigente da instituição em São Francisco, Mary Daly, disse que as condições financeiras mais restritivas, acentuadas pela alta recente dos prêmios dos títulos do Tesouro, podem significar que o banco central “não precisa fazer tanto”. O comentário é o último a indicar um cenário mais “brando” para a política monetária dos EUA, aumentando entre os investidores a esperança de que os aumentos dos juros possam estar perto do fim. Ao menos por enquanto.

PUBLICIDADE

♟️ Outras peças no tabuleiro. Mas há outras variáveis no jogo de forças entre juros e inflação. Na tentativa de turbinar o crescimento de sua economia, a China estaria considerando aumentar seu déficit orçamentário para 2023, segundo fontes da Bloomberg. O país estuda emitir pelo menos 1 trilhão de yuans (US$ 137 bilhões) de dívida soberana adicional para gastos com infraestrutura. Isso marcaria uma mudança de estratégia de Pequim, já que o governo tem evitado, até agora, um estímulo fiscal mais amplo.

⤵️ Luxo em baixa. As ações da LVMH, a maior fabricante mundial de artigos de luxo, chegaram a cair mais de 8% esta manhã, arrastadas pela desaceleração de suas vendas no terceiro trimestre, um sinal de que o boom do luxo pós-pandemia está perdendo força. Seus pares Richemont, Christian Dior e Burberry Group também se desvalorizavam.

Os eventos que estão no Radar dos Mercados

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem (10/10): Dow Jones Industrials (+0,40%), S&P 500 (+0,52%), Nasdaq Composite (+0,58%), Stoxx 600 (+1,96%), Ibovespa (+1,37%)

Mais do que ao conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas, o mercado internacional reagiu às perspectivas de um Fed mais brando em sua política monetária. Membros do banco central norte-americano indicaram que os juros podem ser mantidos, sem necessidade de nova alta. Para Raphael Bostic, chefe do Fed de Atlanta, a taxa do país já alcançou níveis restritivos.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados

Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

EUA: PPI/Set; Pedidos de Hipotecas MBA; Juros e Índice de Compras MBA; Estoques de Petróleo Bruto Semanal/API; Perspectiva Energética de Curto Prazo/ EIA)

Europa: Alemanha (IPC/Ago); Itália (Produção Industrial/Ago)

Ásia: Japão (Encomendas de Ferramenta Mecânica; Empréstimo Bancário/Set; Núcleo de Encomendas de Maquinaria/Ago); China (Novos Empréstimos; Financiamento social total)

América Latina: Brasil (IPCA/Set; Confiança do Consumidor/Out; Fluxo Cambial Estrangeiro)

Bancos centrais: Atas da Reunião do FOMC. Pronunciamentos de Christopher Waller, Raphael Bostic e Michelle Bowman (Fed); Sabine Mauderer (Bundesbank); François Villeroy, Klaas Knot e Pablo Hernández de Cos (BCE)

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Mubadala quer investir US$ 1 bi por ano no Brasil, diz presidente para o país

Beny Parnes, da SPX, alerta para ‘caminhão’ no retrovisor do Banco Central

BC da Argentina deve manter juros mesmo com inflação alta, dizem fontes

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: Mercedes vê estratégia em xeque com queda nas vendas de modelos de luxo | Com orçamento no azul, este país europeu baixou os impostos e criou fundo soberano | As razões para o maior crescimento da economia do Brasil em 2023, segundo o FMI

• Opinião Bloomberg: Como a tributação do mercado de apostas pode acabar com startups de jogos

Para não ficar de fora: Uísques da Índia querem enfrentar os escoceses, e ações disparam

⇒ Essa foi uma amostra do Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

Para receber a íntegra da newsletter na sua caixa de email, registre-se gratuitamente no nosso site.

Por hoje é só. Bom dia!

Obrigado por ler nossa newsletter matinal.

Equipe Breakfast: Michelly Teixeira (Editor/Newsletter Coordinator), Bianca Ribeiro (Content Producer), Filipe Serrano (Editor, Brazil), Mariana d’Ávila (Assistant Editor, Brazil)