Bloomberg — A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse que a inflação será muito menor até o final do ano que vem, desde que não haja choques inesperados na economia.
“Acredito que a inflação será menor”, disse Yellen durante uma entrevista no domingo ao programa “60 Minutes” da rede americana CBS. “Tenho esperança de que o mercado de trabalho permanecerá bastante saudável para que as pessoas possam se sentir bem com suas finanças e sua situação econômica pessoal.”
Os EUA enfrentam este ano a pior inflação em quatro décadas, enquanto a economia global lida com a demanda pós-pandêmica e os choques de oferta após a guerra da Rússia na Ucrânia.
Depois de atingir um pico de 9,1% em junho, a inflação ao consumidor deverá desacelerar para 7,3% em novembro, segundo economistas consultados pela Bloomberg News, ante alta de 7,7% em outubro. Os dados de novembro serão divulgados nesta terça-feira (13).
Espera-se então que o Federal Reserve aumente sua taxa de juros em 50 pontos base na quarta-feira (14), além de sinalizar que novos aumentos são prováveis no próximo ano.
Questionada sobre o cenário da inflação nos EUA, Yellen disse que espera que os preços elevados sejam “de curta duração”, acrescentando que ela viu sinais positivos, incluindo custos de remessa mais baixos e tempos de atraso reduzidos nas entregas.
“Estamos todos cientes de que é extremamente importante que a inflação seja controlada e não se torne endêmica em nossa economia”, disse ela. “Estamos cuidando para que isso não aconteça.”
Yellen acrescentou que a economia continua sujeita a choques, mas que o sistema bancário está saudável, assim como os setores empresarial e doméstico.
“Existe o risco de recessão, mas certamente não é, a meu ver, algo necessário para reduzir a inflação”, disse ela.
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