Citi vê dólar fraco favorecendo real e moedas da América Latina até 2027

O Citi avalia que um dólar mais fraco e os preços elevados das commodities devem manter um cenário favorável para as moedas latino-americanas. Banco projeta dólar a R$ 5,31 em 2026 e R$ 5,43 em 2027 no Brasil

A worker counts US dollar banknotes at a currency exchange office in Jakarta, Indonesia, on Monday, June 8, 2026. Indonesia’s finance and central bank officials said over the weekend they will boost efforts to stabilize the currency and attract inflows after the nation’s stocks tumbled at the fastest pace worldwide last week. Photographer: Dimas Ardian/Bloomberg

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Bloomberg Línea — A desvalorização do dólar em relação a outras moedas globais, somada aos altos preços das matérias-primas, configura um cenário macroeconômico favorável para a América Latina, especialmente para os países andinos, de acordo com uma análise apresentada pelo Citi.

“O dólar fraco funciona como um vento a favor para nossas economias, mantendo nossas moedas estáveis e até mesmo se fortalecendo”, afirmou Ernesto Revilla, economista-chefe para a América Latina do Citi, durante a apresentação virtual do Economic Outlook.

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Segundo o Citi, entre os fatores que explicam a resiliência da economia latino-americana diante dos choques externos, destaca-se a fraqueza do dólar.

A desvalorização do dólar americano contribuiu para o fortalecimento das moedas locais e, juntamente com os altos preços das matérias-primas, criou um ambiente macroeconômico favorável para as economias exportadoras da região, ao melhorar seus termos de troca.


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“O dólar, como moeda, perdeu pouco mais de 10% no último ano e meio. E o contraponto ao dólar fraco, como sempre comentamos, são as moedas emergentes latino-americanas fortes”, observou Revilla na apresentação.

Esse contexto explica por que moedas como o peso colombiano, o peso mexicano e o real brasileiro permanecem fortes, mesmo em meio a episódios de incerteza política e econômica em nível local.

Peso colombiano

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De acordo com as projeções do Citi, esse cenário deve persistir nos próximos 12 a 18 meses. “Acreditamos que o dólar continuará fraco, pelo menos no curto e médio prazo, e que isso continuará sendo um fator favorável para as moedas latino-americanas”, observou Revilla.

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Estas são as projeções para o preço do dólar na América Latina em 2026 e 2027:

  • Brasil: 2026: R$ 5,31 por US$1 | 2027: R$5,43 por US$1.
  • México: 2026: MXN$ 17,4 por US$1 | 2027: MXN$18,7 por US$1.
  • Argentina: 2026: ARS$ 1,676 por US$ 1 | 2027: ARS$ 1,977 por US$ 1.
  • Chile: 2026: CLP$ 892 por US$ 1 | 2027: CLP$ 907,7 por US$ 1.
  • Colômbia: 2026: 3.527 COP por US$ 1 | 2027: 3.746 COP por US$ 1.
  • Peru: 2026: S/3,45 por US$1 | 2027: S/3,55 por US$1.
  • Uruguai: 2026: 42,5 UYU$ por 1 US$ | 2027: 44,2 UYU$ por 1 US$.
  • Costa Rica: 2026: CRC₡ 473,7 por US$1 | 2027: CRC₡490,3 por US$1.
  • República Dominicana: 2026: RD$ 63,9 por US$1 | 2027: RD$65,9 por US$1.

Moedas que mais se valorizaram e se desvalorizaram em relação ao dólar

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No que vai de 2026, o peso colombiano se consolida como a moeda com melhor desempenho da América Latina em relação ao dólar, com uma valorização de 14,60%, de acordo com dados da Bloomberg.

Vêm em seguida o colón da Costa Rica (10,17%), o guaraní do Paraguai (8,58%), o peso dominicano (7,44%), o real brasileiro (6,95%), o peso mexicano (2,64%) e o quetzal guatemalteco (0,54%).

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Em contrapartida, as moedas que mais se desvalorizaram em relação ao dólar são o peso uruguaio (-3,22%), o peso chileno (-2,80%), o peso argentino (-2,43%), o lempira hondurenho (-1,69%) e o sol peruano (-1,13%).

Sol peruano

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No que vai do início do mês (de 1º a 9 de julho), o peso colombiano também lidera os ganhos entre as moedas latino-americanas, com uma valorização de 2,28% em relação ao dólar.

Em seguida, vêm o real brasileiro (1,70%), o sol peruano (0,49%), o peso dominicano (0,41%), o peso argentino (0,11%), o colón costarriquenho (0,10%), o guaraní paraguaio (0,09%), o peso mexicano (0,07%), o quetzal guatemalteco (0,04%) e o peso uruguaio (0,01%).

Por outro lado, o lempira hondurenho registrou uma desvalorização de 0,05% e o peso chileno, de 0,09%, segundo a Bloomberg.

Peso chileno

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