Fundo Verde, de Stuhlberger, vê acirramento de eleição e zera aposta no real

Gestora aproveitou o rali nos índices acionários americanos em julho para reduzir alocação em bolsa global, mas manteve ações brasileiras

Luis Stuhlberger, gestor da Verde Asset
Por Vinícius Andrade

Bloomberg — A Verde Asset Management, gestora de recursos criada por Luis Stuhlberger, espera que o presidente Jair Bolsonaro reduza a desvantagem para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial à medida que o pleito se aproxima.

“Acreditamos que um estreitamento da diferença entre os dois candidatos é bastante provável nos próximos dois meses, num fenômeno típico de incumbente buscando reeleição”, disse a Verde, que tem mais de R$ 36 bilhões sob gestão, em carta a cotistas referente a julho. “Será interessante acompanhar a leitura dos mercados para tal fenômeno.”

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O fundo aproveitou o rali nos índices acionários americanos em julho para reduzir sua alocação em bolsa global, enquanto manteve a posição em ações brasileiras. Em moedas, o fundo zerou a posição comprada em real via opções.

Pesquisa feita pelo Instituto FSB Pesquisa para o Banco BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (8) mostrou que Lula tem 41% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno, enquanto Bolsonaro soma 34%. Na pesquisa anterior, o líder petista possuía 44%, ante 31% para o incumbente.

No início de agosto, Stuhlberger disse em evento que o risco de uma nova crise caso Lula ganhe por uma pequena diferença em relação a Bolsonaro não está no preço. Stuhlberger, que é CEO e diretor de investimentos da Verde, também disse que a bolsa local era “o melhor lugar para se estar” entre os ativos domésticos.

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O fundo Verde, carro-chefe da Verde, subiu 1,54% em julho, sustentado por ganhos com Bolsa no Brasil e no exterior. No mesmo período, o índice IHFA, uma cesta de pares, subiu 0,72%, enquanto o CDI teve variação de 1,03%. Desde sua criação, em 1997, o fundo tem um retorno de mais de 20.400%.

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