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Mercados

Wall Street tem maior queda diária em dois anos e Ibovespa acompanha

After Hours: Temores de que uma alta inflação mine o crescimento econômico global ditaram o ritmo dos mercados nesta quarta (18)

After hours
18 de Maio, 2022 | 05:42 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O mau humor tomou conta dos mercados nesta quarta-feira (18), em meio às preocupações com o avanço dos preços e apertos monetários agressivos por parte de bancos centrais ao redor do mundo. Por aqui, o Ibovespa (IBOV) fechou o pregão em queda de 2,34%, encerrando uma sequência de cinco ganhos consecutivos. Já o dólar subiu, mas se manteve negociado abaixo de R$ 5.

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Em um dia de queda para o petróleo, que caiu para o menor nível em quase uma semana, bem como para o minério de ferro, pressionaram negativamente o índice ações ligadas às commodities, como as blue chips Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4), que têm grande peso no Ibovespa.

Também recuaram nomes como Petrorio (PRIO3), com baixa de 5,05%, e 3R Petroleum (RRRP3), que caiu 4,19% na B3, além de Gerdau (GGBR4), cujas ações cederam 5,69%. As maiores perdas, contudo, vieram de Banco Inter (BIDI11), que caiu 8,62%, a R$ 14,32.

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Em um dia de poucos ganhos no índice, as maiores altas foram das ações de Locaweb (LWSA3), que subiu 13,95%, e Hapvida (HAPV3), que avançou 4,45% após forte baixa no pregão anterior, depois da divulgação de resultados.

Confira como fecharam os mercados nesta quarta-feira (18):

Contexto

Nos Estados Unidos, as ações tiveram a maior queda diária em quase dois anos, com os investidores avaliando o impacto dos preços mais altos nos balanços e as perspectivas de aperto da política monetária sobre o crescimento econômico.

Os últimos balanços corporativos de varejistas no país destacaram o impacto da inflação no primeiro trimestre: a rede Target (TGT), por exemplo, despencou mais de 25% após a companhia reduzir sua previsão de lucro devido a um aumento nos custos.

Em algumas de suas observações mais agressivas até o momento, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse na terça-feira (17) que o banco central dos EUA aumentará as taxas de juros até que haja evidências “claras e convincentes” de que a inflação está recuando. O presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse nesta quarta que vê um aumento de meio ponto na reunião do próximo mês e outro “provavelmente depois”.

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Enquanto isso, a inflação no Reino Unido atingiu seu nível mais alto desde que Margaret Thatcher foi primeira-ministra há 40 anos, aumentando a pressão por ação do governo e do banco central. A libra enfraqueceu com traders especulando que o Banco da Inglaterra lutará para conter os preços e evitar uma recessão.

-- Com informações da Bloomberg News

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.