Bloomberg Línea — A JBS (JBS) foi incluída na lista preliminar no índice Russell 3000 na última sexta-feira (22).
A inclusão preliminar da empresa na lista do índice, divulgada pela FTSE Russell na sexta-feira (22), pode destravar cerca de US$ 190 milhões em fluxos passivos para as ações da companhia, segundo estimativas do Morgan Stanley.
Há, ainda, a expectativa, de que a empresa passe a integrar o S&P 500 nos próximos meses, como os executivos da empresa já haviam sinalizado anteriormente.
Para os analistas Ricardo L. Alves, Lucas Mussi e Henrique Morello, a entrada no índice representa um marco relevante na estratégia da empresa de ampliar sua presença no mercado americano após a dupla listagem em Nova York e pode ajudar a reduzir o desconto de valuation em relação aos pares dos EUA.
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Segundo o banco, a inclusão nos índices é um dos pilares da tese de reprecificação da JBS em relação a pares americanos do setor.
“A inclusão em índices deve ajudar a reduzir o desconto de valuation em relação aos pares americanos”, disseram os analistas.
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O Russell 3000 reúne as maiores empresas listadas nos Estados Unidos e serve de referência para uma ampla gama de fundos e ETFs.
Os analistas do Morgan Stanley também avaliam que a JBS deve integrar o Russell 1000, índice voltado às companhias de maior capitalização de mercado, embora a confirmação oficial ainda dependa das próximas atualizações da FTSE Russell.
A expectativa do mercado é que a entrada em índices americanos amplie gradualmente a liquidez das ações da JBS nos EUA e abra caminho para futuras inclusões em benchmarks mais relevantes, como os índices da família S&P.
Nesta segunda-feira (25), os papéis da JBS operavam em queda de 0,04%, a R$ 66,21, no Ibovespa. Na bolsa americana, as ações recuavam 0,53%, cotadas a US$ 13,21.
Ações da JBS (JBS)
O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou na última teleconferência de resultados que a companhia segue focada em fortalecer seu posicionamento nos mercados globais de capitais.
“Também seguimos focados em fortalecer o posicionamento de longo prazo da companhia nos mercados globais de capitais, incluindo criar as condições para ampliar nossa participação em índices relevantes ao longo do tempo.”
O CFO do grupo, Guilherme Cavalcanti, disse, por sua vez, que a companhia se tornou elegível à família de índices S&P após passar a ter mais de 50% das vendas nos Estados Unidos.
“E agora, com mais de 50% das nossas vendas nos EUA, e com a divulgação dos formulários 10-K e 10-Q, além de completarmos em junho um ano desde que passamos a ter nossa listagem principal nos Estados Unidos, isso nos torna elegíveis à família de índices S&P”, disse.
Meta desde a dupla listagem
Desde a conclusão da dupla listagem nos Estados Unidos, a entrada nos principais índices acionários do país passou a ser um dos objetivos estratégicos da JBS.
Em entrevista à Bloomberg Línea em setembro do ano passado, o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, afirmou que a expectativa inicial era integrar o Russell 1000 e, posteriormente, buscar inclusão no S&P 500.
“O grande objetivo é acelerar a reprecificação da ação. Isso depende de estar nos índices, porque 53% do mercado americano são fundos passivos”, afirmou o executivo.
“[Para o S&P500, por exemplo], a empresa tem que ter um nível de faturamento, um valor de equity. Tudo isso é possível, mas há muitas outras coisas que não são tão pragmáticas como essas, e tem outros critérios envolvidos”, disse.
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