São Paulo — O Ibovespa opera no vermelho na primeira hora de sessão desta sexta-feira (29), com os papéis de Vale e Petrobras pesando no índice, um dia após as gigantes da Bolsa brasileira divulgarem seus resultados. Enquanto a mineradora perdeu lucro com o preço do minério mais barato no terceiro trimestre, a petroleira superou expectativas com os reajustes de combustíveis no período. No entanto, na manhã de hoje, o Confaz anunciou o congelamento do ICMS sobre os preços de combustíveis por 90, em meio a desentendimentos e pressões entre o governo e a estatal.
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Enquanto isso, lá fora, as ações nos Estados Unidos seguiam as quedas na Europa, à medida que os traders digerem os lucros decepcionantes e as oscilações do mercado de títulos provocadas por preocupações com a inflação e aperto monetário. O S&P 500 e o Nasdaq 100 recuam, com a Amazon e a Apple caindo após divulgar balanços desanimadores na véspera (28).
- Perto das 10h55, o Ibovespa caía 1,25%, a 104.388 pontos
- Papéis da Petrobras (PETR4 e PETR3) e Vale (VALE3) eram as maiores contribuições para o recuo do índice
- O dólar oscila, enquanto as pressões fiscais seguem no radar dos mercados, e operava em torno da estabilidade, a R$ 5,679. Já a curva de juros recuava. O DI para janeiro de 2023 caía de 12,400% para 12,240%, e o vencimento para janeiro de 2027 recuava de 12,470% para 12,370%
- Nos EUA, o Nasdaq cai 0,54% e o S&P 500, 0,25%, enquanto o Dow Jones sobe 0,04%
Contexto
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão formado pelos secretários da Fazenda dos Estados, aprovou nesta sexta-feira (29) o congelamento do ICMS cobrado na venda de combustíveis por 90 dias. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços se manterá o mesmo entre 1 de novembro deste ano e 31 de janeiro de 2022. A notícia vem na sequência de falas do presidente Jair Bolsonaro quanto à política da Petrobras, e na mesma semana em que a estatal anunciou o segundo aumento de preços do mês de outubro.
O mercado acompanha ainda as movimentações do governo quanto às tentativas de estender o auxílio emergencial, que teve a última parcela paga em outubro. De acordo com fontes ouvidas pela CNN Brasil, ministros indicaram a líderes que o governo avalia decretar um novo estado de calamidade pública, o que viabilizaria gastos além do teto, com as dificuldades enfrentadas pela proposta de emenda constitucional (PEC) dos Precatórios na Câmara.









