Bloomberg Línea — A nova geração do iPhone 18 pode chegar com um dos maiores aumentos de preço dos últimos anos. A poucas horas do Apple Event, as estimativas do JPMorgan (JPM), do Bank of America (BAC) e do Citi (C) mostram que Wall Street espera que a Apple (AAPL) cobre mais por seus novos modelos premium, enquanto o primeiro iPhone dobrável pode ultrapassar a marca de US$ 2.000.
O preço tornou-se uma das principais variáveis para os investidores devido ao aumento dos custos da memória e de outros componentes. A questão é até que ponto a Apple poderá repassar esse aumento de custo ao consumidor sem afetar significativamente a demanda.
“Os preços continuam sendo a principal incógnita e, em nossa opinião, a variável com maior probabilidade de determinar a reação das ações”, afirmaram os analistas do JPMorgan, liderados por Samik Chatterjee.
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Quanto vão custar o iPhone 18 Pro, o Pro Max e o Ultra?
A Apple concentrará o lançamento de setembro nos modelos de ponta, com a apresentação prevista do iPhone 18 Pro, do iPhone 18 Pro Max e de seu primeiro iPhone dobrável.
O iPhone 18 padrão, por outro lado, ficaria de fora desse lançamento, e seu lançamento seria adiado para a primavera de 2027 — uma estratégia que deixaria os aparelhos premium como protagonistas durante a temporada de Natal.
O JPMorgan, o Citi e o Bank of America apresentaram, em seus relatórios mais recentes, estimativas de quanto os novos aparelhos poderiam custar:
| Modelo | JPMorgan | Bank of America* | Outros |
|---|---|---|---|
| iPhone 18 Pro | US$ 1.199 | US$ 1,249 – US$ 1,299 | US$ 1.299 |
| iPhone 18 Pro Max | US$ 1.299 | US$ 1,349 – US$ 1,399 | US$ 1.399 |
| iPhone Ultra/Dobrável | US$ 1.999¹ | US$ 2,099² | Mais de US$ 2.000 |
*Os preços “Pro” do BofA são implícitos, calculados com base na expectativa de um aumento de US$ 150 a US$ 200 em relação aos preços do iPhone 17. O relatório aponta preços iniciais de US$ 1.099 para o iPhone 17 Pro e US$ 1.199 para o Pro Max.
¹O JPMorgan utiliza US$ 1.999 em sua tabela como cenário base, embora no texto considere uma faixa de US$ 2.000 a US$ 2.500.
²O BofA cita relatórios que apontam para US$ 2.099; não se trata de uma estimativa própria do banco.
Wall Street espera um iPhone mais caro
O JPMorgan apresenta o cenário mais moderado para os modelos tradicionais. A instituição estima um aumento de US$ 100, elevando o preço do Pro para US$ 1.199 e do Pro Max para US$ 1.299.
O BofA prevê aumentos de US$ 150 a US$ 200 devido aos custos mais elevados de memória e armazenamento. Se aplicados aos preços iniciais da geração anterior, isso significaria aproximadamente US$ 1.249 a US$ 1.299 para o Pro e US$ 1.349 a US$ 1.399 para o Pro Max.
O Citi, com Asiya Merchant como analista, situa-se diretamente na faixa mais alta: US$ 1.299 e US$ 1.399, respectivamente.

O salto mais significativo, no entanto, ocorrerá se a Apple lançar seu primeiro smartphone dobrável. As três empresas estimam que o chamado iPhone Ultra custará em torno de US$ 2.000 ou mais, inaugurando uma nova faixa de preços.
Para Wall Street, o desafio será verificar se a Apple consegue aproveitar o poder de sua marca para aumentar os preços, proteger as margens e manter a demanda. O Apple Event servirá, assim, não apenas para apresentar novos dispositivos, mas também para testar o quanto os consumidores estão realmente dispostos a pagar pelo próximo iPhone.









