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Um dia após ação disparar, B3 confirma negociação para comprar Neoway

Em resposta ao pedido de esclarecimentos feito pela CVM, companhia revelou tratativas com a empresa de big data e inteligência artifical

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São Paulo — Um dia após a disparada de suas ações, a B3 informou, nesta quinta-feira (14), que se encontra em tratativas para adquirir 100% do capital social da Neoway, empresa de tecnologia especializada em big data analytics e inteligência artificial para negócios.

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Ontem, a ação da B3 registrou uma movimentação atípica de negócios (mais de R$ 1,5 bilhão, bem acima da média diária, que oscilou nos últimos pregões de R$ 565,8 milhões, no dia 29 de setembro, a R$ 736 milhões, anteontem) e uma valorização expressiva. B3SA3 fechou, ontem, em alta de 5,93%, cotada a R$ 12,85, após tocar uma máxima de R$ 12,97.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) cobrou explicações. A B3 respondeu confirmando a negociação com a Neoway e publicando fato relevante sobre o assunto.

Mesmo com a alta recente, B3SA3 ainda está bem distante de sua cotação máxima no ano, de R$ 21,15, registrada no último dia 5 de fevereiro. Nos últimos meses, o papel foi castigado por expectativas de surgimento de uma Bolsa rival.

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Um relatório do Bradesco BBI chegou a estimar que o lucro da B3 poderia cair até 9% com a criação de uma bolsa concorrente e agressiva. A B3 passou a fechar parcerias no setor de tecnologia para investidores.

No começo deste mês, a Neurotech, companhia de soluções avançadas de inteligência artificial, machine learning e big data, e a B3 anunciaram um acordo estratégico com foco em compartilhamento e desenvolvimento de serviços de dados. Em julho, a B3 também fechou uma parceria com a Totvs, que criará a empresa de tecnologia financeira Dimensa.

Um relatório do BTG Pactual, ao comentar o acordo, disse que a parceria faz parte da estratégia da B3 de expandir sua presença em áreas adjacentes do seu “core business”, contribuindo para fortalecer seu relacionamento com clientes em seus ecossistema, permitindo lançar novos produtos como ETFs (índices de índice) ligados ao promissor mercado de criptoativos.

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Sérgio Ripardo

Sérgio Ripardo

Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.