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Mercados

Nasdaq derrete e pressiona ações de Stone, PagSeguro e XP

Movimento é capitaneado pelo aumento das taxas dos Treasures com expectativa de redução de estímulos nos EUA; no Brasil, o Ibovespa perdeu os 113 mil pontos

Tempo de leitura: 2 minutos

São Paulo — Ações do setor de tecnologia derretem nesta terça nos Estados Unidos, impulsionando as perdas da Nasdaq, bolsa com maior participação de big techs e também de startups da internet. O índice Nasdaq tinha baixa de 2,5% para 14.419 pontos pouco depois das 11h30 (12h30 em Brasília). No Brasil, o Ibovespa perdeu os 113 mil pontos e tem forte baixa.

O movimento pressiona também ações brasileiras do setor de tecnologia como as das credenciadoras de pagamentos StoneCo e PagSeguro, ambas negociadas na Nasdaq. As ações da Stone recuam 4,5% para US$ 36,58, enquanto as da PagSeguro têm baixa de 5,1% para US$ 53,49, na maior baixa diária em 12 semanas.

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As ações da XP Inc, também na Nasdaq, recuam 4,2% e são negociadas a US$ 41,68. Nos últimos 30 dias, os papéis da maior plataforma brasileira de investimentos independentes caem quase 15%. No Brasil, o destaque fica para ações ligadas à economia digital, como as do banco Inter (-11%) e da Meliuz (-7%), de cashback.

O setor de tecnologia foi o mais beneficiado durante a pandemia com os fortes estímulos monetários e fiscais e as restrições sanitárias. Entre as big techs, as ações da Apple recuam 1,73% para US$ 142,86, enquanto as da Amazon têm perdas de 2,5% para US$ 3.321. Os papéis do Facebook têm baixa ainda maior, de 3,5% para US$ 340,88.

A baixa é capitaneada pelo aumento do rendimentos dos Treasuries, conforme crescem as expectativas de retirada mais cedo dos estímulos monetários. O presidente do Fed, Jerome Powell, está falando no Senado ao lado da secretária do Tesouro, Janet Yellen. O retorno dos Treasuries de dez anos atingiu 1,537% nesta terça - há menos de uma semana, ainda eram negociados abaixo de 1,4%.

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Em comentários preparados, Powell disse esperar que a pressão da inflação permaneça alta nos próximos meses antes de diminuir. Yellen alertou que o Tesouro dos EUA poderá ficar sem dinheiro por volta de 18 de outubro, a menos que uma ação legislativa seja tomada para suspender ou aumentar o limite da dívida do governo.

A confiança do consumidor americano caiu em setembro pelo terceiro mês consecutivo, sugerindo que as preocupações com a variante delta e os preços mais altos continuam a diminuir o ânimo no país. Os preços das residências subiram 19,7% em julho - mais uma vez apresentando o maior salto em mais de 30 anos.

O petróleo Brent foi negociado perto de US$ 80 o barril, novo marco da crise global de energia, sinalizando que a demanda está ultrapassando a oferta e esgotando os estoques. O aumento do petróleo está alimentando as pressões inflacionárias em um momento em que os preços das commodities de energia estão disparando.

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(atualizado com cotações mais recentes dos mercados)

-- Com informações da Bloomberg News

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Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.

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