Equatorial e consórcio de Itaúsa e Aegea apresentam oferta pela Copasa

Grupos apresentaram propostas para se tornar investidor estratégico na Copasa em plano de privatização; consórcio de Itaúsa e Aegea inclui ainda o fundo soberano de Singapura GIC e a Equipav Saneamento

Copasa
Por Rachel Gamarski - Cristiane Lucchesi - Barbara Nascimento

Bloomberg — Dois grupos apresentaram propostas para se tornar investidor estratégico na Copasa (CSMG3), avançando o plano do governo de Minas Gerais de privatizar uma das maiores concessionárias de água e esgoto do Brasil, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram com a Bloomberg News.

Um dos grupos é formado pela Itaúsa (ITSA4), o fundo soberano de Singapura GIC, a Equipav Saneamento e a Aegea Saneamentos, disse uma das pessoas, que pediu para não ser identificada por estar discutindo informações não públicas.

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A Aegea detém uma participação menor no grupo, chamado de Livorno, para evitar o aumento de seu endividamento, informou a Bloomberg News anteriormente.

A Itaúsa e a Aegea confirmaram em comunicados que fizeram proposta pela Copasa.

O outro grupo é liderado pela Equatorial (EQTL3), disseram outras pessoas. A empresa estava hesitando em participar depois que sua parceira, a Sabesp (SBSP3), desistiu do processo, informou a Bloomberg News anteriormente. A Equatorial não respondeu a um pedido de comentário.

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A transação, que deve figurar entre os maiores negócios do Brasil neste ano, deverá ser seguida por uma oferta pública subsequente de ações que reduzirá o controle do Estado sobre a Copasa.

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A estrutura do consórcio apresentada pelo grupo Aegea é semelhante ao modelo utilizado na privatização da Cedae, empresa de saneamento do Rio de Janeiro, em 2021, quando um grupo liderado pelos mesmos acionistas garantiu a participação majoritária na concessão.

O investidor estratégico poderá adquirir 30% da Copasa antes da oferta pública, com a possibilidade de comprar mais ações no mercado durante a oferta, até um máximo de 45% dos direitos de voto, segundo documento.

O fundo de infraestrutura Perfin aumentou recentemente sua participação na Copasa para cerca de 15% e também está em negociações para desempenhar um papel ativo na empresa após a privatização, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

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O fundo pretende adquirir mais ações durante a oferta pública, disseram as pessoas, o que significa que a Copasa poderá terminar com dois grandes acionistas.

Após a definição do investidor estratégico por meio do leilão, a Copasa planeja lançar uma oferta pública de ações por meio de de um processo de bookbuilding que se estenderá até 1º de junho. O preço da oferta será definido em 2 de junho.

O estado de Minas Gerais, que atualmente detém 50,03% da Copasa, poderá manter no máximo 5% após a oferta pública, de acordo com um documento da empresa. O estado também poderá manter uma chamada “Golden share”, que lhe confere alguns direitos de veto.

A transação representa um teste crucial para o setor de saneamento básico no Brasil após a privatização da Sabesp, a maior concessionária de água e saneamento do país, em 2024. A Equatorial tornou-se a investidora estratégica da Sabesp nesse acordo, enquanto a Aegea desistiu do processo devido a uma cláusula que limitava a participação do investidor estratégico.

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