Vitória democrata nos EUA desloca capital de semicondutores para ações cíclicas

Expectativa de regulamentação mais rígida dos centros de dados americanos derruba Samsung e SK Hynix em mais de 7% na Coreia do Sul, enquanto China e Austrália figuram entre os mercados mais fortes da Ásia e as bolsas europeias renovam máximas lideradas pelas ações dos setores de mineração e de bens de consumo

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Bloomberg — Uma onda de rotação impulsionada pelas eleições de meio de mandato nos EUA entrou em seu segundo dia nesta quinta-feira (5), com mercados anteriormente menos favorecidos e ações sensíveis à conjuntura econômica apresentando desempenho superior, em detrimento das fabricantes de semicondutores.

O índice europeu Stoxx 600 superou sua máxima anterior de fechamento, à medida que a região reduziu seu atraso em relação ao S&P 500 para 2026. O FTSE 100 de Londres também superou seu recorde anterior de fechamento.

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Ações do setor de mineração e de bens de consumo lideraram os ganhos na região, enquanto ações relacionadas ao setor de semicondutores, incluindo a ASML e a STMicroelectronics, registraram quedas.


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A rotação foi ainda mais pronunciada na Ásia. A China e a Austrália estiveram entre os mercados mais fortes da região, enquanto a Samsung e a SK Hynix caíram mais de 7% na Coreia do Sul, devido à preocupação de que uma regulamentação mais rígida dos centros de dados nos EUA, após a vitória esmagadora dos democratas nas eleições americanas, prejudicasse a demanda por seus chips de memória.

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Nos EUA, os futuros do Nasdaq 100 caíram 0,9%, enquanto os do S&P 500 registraram queda de 0,1%.

O petróleo Brent se estabilizou após cair mais de 8% na sessão anterior, sendo negociado perto de US$ 95 o barril.

Os títulos do Tesouro de prazo mais longo ampliaram os ganhos, enquanto os de prazo mais curto apresentaram poucas variações. A queda do dólar se atenuou.

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“Está ocorrendo uma rotação, com alguns segmentos do setor de tecnologia dando uma pausa, enquanto a alta se amplia com base na expectativa de um desaceleramento nos investimentos em IA, maiores chances de um acordo com o Irã e preços mais baixos da energia”, afirmou Nadege Dufosse, diretora de ativos múltiplos da Candriam.

O ouro ultrapassou os US$ 4.100 por onça após registrar na quarta-feira sua maior alta desde agosto. Rendimentos mais baixos tendem a apoiar o metal, uma vez que ele não rende juros, enquanto um dólar mais fraco o torna mais barato para compradores em outras moedas.

Assim que a rotação impulsionada pelas eleições seguir seu curso, os mercados provavelmente voltarão a ser negociados com base em fundamentos macroeconômicos, afirmou Wolf von Rotberg, do Bank J. Safra Sarasin.

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“Se o crescimento dos investimentos em IA estiver de fato ameaçado, as ações terão dificuldades para apresentar bom desempenho até o final do ano”, afirmou ele. Enquanto isso, “uma fraqueza mais generalizada do dólar provavelmente beneficiaria o ouro e outros ativos reais”.

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