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A concretização do cenário de avanço da produção de petróleo na Venezuela nos próximos anos, sob a orientação do governo dos Estados Unidos, acirraria a disputa por novos investimentos de forma considerável na indústria global.
Nesse contexto, a indústria brasileira terá desafios para atrair recursos suficientes para desenvolver novos campos, em um cenário de aumento dos custos na cadeia produtiva e tendência de preços do barril em baixa, segundo especialistas ouvidos pela Bloomberg Línea.
Na visão do sócio diretor da A&M Infra, Rivaldo Moreira, no médio e no longo prazo, a Venezuela pode se tornar mais um player importante na disputa por recursos para projetos de escala global.
“O Brasil tem que se preocupar em ser cada vez mais competitivo para continuar a investir na exploração de novas reservas. Pode haver um redirecionamento de recursos do mercado, com um país importante [a Venezuela] entrando na briga pelos investimentos globais”, disse Moreira à Bloomberg Línea.
“A competição por investimentos e disponibilidade na cadeia de fornecimento está mais acirrada. Até o momento, a Margem Equatorial ainda é uma hipótese e, como nova fronteira, vai demandar muitos recursos”, disse o analista de geopolítica e mercados de petróleo da Rystad Energy, Raphael Faucz.
⇒ Leia mais: Como a produção de petróleo na Venezuela afetaria o cenário de investimento no Brasil

No radar dos mercados
As ações globais estenderam o rali de início de ano nesta terça-feira (6), enquanto investidores direcionam o interesse para mercados regionais fora dos EUA, atraídos por valuations mais baratos e perspectivas de crescimento mais sólidas.
- Plano de Trump para o petróleo venezuelano. O presidente dos EUA disse que o país pode subsidiar empresas petrolíferas para reconstruir o setor na Venezuela em até 18 meses. Especialistas e empresas do setor, porém, avaliam que a recuperação pode levar cerca de uma década e custar mais de US$ 100 bilhões.
- IPO do PicPay na Nasdaq. A fintech da holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista entrou com pedido para uma aguardada oferta pública inicial em Nova York, que pode significar a reabertura de uma janela para empresas brasileiras. A Bicycle Capital, de Marcelo Claure, se comprometeu a ancorar a oferta e investir US$ 75 milhões.
- AB InBev recompra fábrica de contêineres. A fabricante das cervejas Stella Artois e Budweiser informou que vai recomprar por cerca de US$ 3 bilhões a participação de 49,9% em suas fábricas de contêineres de metal nos EUA, vendida à Apollo Global Management em 2020.
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🔘 As bolsas ontem (05/01): Dow Jones Industrials (+1,23%), S&P 500 (+0,64%), Nasdaq Composite (+0,69%), Stoxx 600 (+0,94%), Ibovespa (+0,83%)
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Destaques da Bloomberg Línea:
• Plano de Trump para reviver o petróleo na Venezuela é aposta de mais de US$ 100 bi
• Fui sequestrado: Maduro se diz inocente perante juiz em corte em Nova York
• Itália planeja mudar de posição e apoiar acordo da UE com o Mercosul, dizem fontes
• Também é importante: GPA elege Alexandre Santoro, ex-IMC, como CEO com missão de recuperar a operação| BTG Pactual passa a operar como banco nos EUA após concluir compra do M.Y. Safra
• Opinião Bloomberg: Esquerda latina foi cúmplice da crise na Venezuela. Agora pode ajudar transição no país
• Para não ficar de fora: De Diddy Combs a Luigi Mangione: o centro de detenção em NY onde está Maduro
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