Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou em alta nesta terça-feira (1º), no maior nível de fechamento desde maio, impulsionado pela avaliação de que o desempenho de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais pode superar o esperado.
A leitura acompanha a sequência de pesquisas divulgadas nos últimos dias mostrando redução da vantagem de Lula, somada a revelação de mensagens que ligam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ao empresário Daniel Vorcaro.
O caso é visto por operadores como um possível fator que pode ofuscar a relação entre Flávio Bolsonaro e ex-dono do Banco Master.
O principal índice da B3 subiu 1,30%, aos 179.722 pontos. Já o dólar recuou 0,55%, cotado a R$ 5,1556.
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Na bolsa, a Petrobras (PETR4) foi a maior contribuição em volume para o Ibovespa, com alta de 4,1%, acompanhando a valorização do petróleo Brent, que subia cerca de 7,7% após o fim do pregão. Prio (PRIO3) também subiu, com ganho de 2,1%.
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O movimento ocorre em meio à escalada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, que elevou o temor de novas interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
O presidente Donald Trump classificou os ataques americanos como retaliação a tentativas do Irã de instalar minas no estreito e a um ataque anterior contra uma base militar na Jordânia — e afirmou que novos ataques podem ocorrer caso Teerã responda.

Entre as maiores altas do pregão, CSN (CSNA3) disparou 7,89%. A companhia deve definir ainda esta semana qual dos interessados na compra de sua subsidiária de cimentos avançará nas negociações em regime de exclusividade, segundo a Coluna do Broadcast, que cita fontes com conhecimento do assunto.
O ativo é disputado pela chinesa Huaxin e por um consórcio formado pela brasileira Votorantim e pela italiana Cementir, de acordo com a coluna. Já a Raízen (RAIZ4) concluiu o desinvestimento de suas operações na Argentina.
Mais cedo, o IBGE divulgou que o PIB do segundo trimestre cresceu 0,5% na comparação trimestral, acima da estimativa de 0,4%, mas com composição considerada pior para o consumo.
No exterior, o ambiente foi mais adverso aos ativos de risco: o S&P 500 caiu 0,71% e o Nasdaq 100 recuou 1,03%, pressionados também por uma queda generalizada das fabricantes de chips.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram, com um índice global da Bloomberg atingindo o maior nível desde 2008, em meio à alta do petróleo, que alimentou temores de inflação e apostas em novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Investidores estimam em quase 70% a probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual neste mês, após o presidente do Fed, Kevin Warsh, ter alertado que a inflação não vem desacelerando de forma significativa. Já o índice de atividade industrial americano (ISM Manufatura) veio a 54,6 em agosto, abaixo da estimativa de 55,2.
— Com informações da Bloomberg News
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