Bloomberg — As ações dos EUA mantiveram-se estáveis em seus máximos históricos, enquanto investidores aguardam para ver se Washington e o Irã finalmente conseguiriam fechar um acordo de paz e restaurar os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Os futuros do S&P 500 pouco mudaram, depois que o índice fechou em seu nono avanço semanal consecutivo. O petróleo bruto Brent caiu para US$ 93 por barril e caminha para sua maior queda mensal desde o início da pandemia. Os títulos do Tesouro tiveram pouca alteração após dias de ganhos, enquanto o dólar se manteve estável.
A perspectiva de um acordo de paz no Oriente Médio, após semanas de impasse, alivia a pressão sobre os preços do petróleo e aumenta a convicção de que os piores temores de inflação dos mercados não se concretizarão.
Essa confiança tem como pano de fundo uma recuperação das ações, alimentada pela inteligência artificial, que fez com que os fabricantes de chips subissem quase 70% desde o início de abril.
“O Brent abaixo de 90 até o final da próxima semana parece estar ao nosso alcance”, escreveu Florian Ielpo, chefe de macro da Lombard Odier Investment Managers. “Isso criaria um ambiente bastante favorável, caso ocorra, claramente porque os preços do petróleo têm sido a fonte da maioria dos temores macroeconômicos este ano.”
Na Europa, o Stoxx 600 subia 0,3%, eliminando as perdas da semana. Os rendimentos dos títulos na região subiram depois que a inflação na França e na Espanha acelerou para o nível mais rápido desde 2024, apoiando o argumento de que o Banco Central Europeu deve aumentar as taxas.
🔘 As bolsas ontem (28/05): Dow Jones Industrials (+0,05%), S&P 500 (+0,58%), Nasdaq Composite (+0,91%), Stoxx 600 (+0,49%), Ibovespa (-0,39%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de sexta-feira (29 de maio):
- Acordo preliminar entre EUA e Irã. Os dois países chegaram a um acordo preliminar para estender o cessar-fogo por 60 dias e discutir o futuro do programa nuclear de Teerã, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto ouvida pela Bloomberg News. O presidente Donald Trump ainda não concordou com os termos.
- PCC e CV classificados como terroristas. Os EUA vão classificar as duas principais facções criminosas do Brasil como organizações terroristas, em uma medida que tende a reacender as tensões entre Donald Trump e Lula. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nesta quinta-feira (28) que os EUA aplicarão a classificação ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho.
- Queda do minério de ferro. O mineral caminha para a primeira queda mensal desde fevereiro, depois de uma breve recuperação desencadeada por um acidente em uma mina de carvão na China. Os contratos futuros de minério de ferro de Cingapura caíram 1,2% em maio. O mercado ainda avalia o impacto sobre as margens do aço de um aumento nos preços do carvão de coque depois que a explosão da mina cortou parte do fornecimento.
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-- Com informações da Bloomberg News.
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