Bloomberg — A General Motors elevou sua previsão de lucro para o ano inteiro em mais US$ 500 milhões após superar as estimativas de lucro do segundo trimestre, impulsionada por margens mais sólidas em seus veículos de maior porte e por custos tarifários mais baixos.
A montadora de Detroit informou nesta terça-feira que agora espera um lucro antes de juros e impostos de até US$ 16 bilhões neste ano.
As projeções revisadas para cima foram divulgadas depois que a GM anunciou ter obtido lucro de US$ 3,57 por ação, superando a previsão consensual dos analistas de Wall Street, de US$ 3,19, após a recompra de mais ações.
As perspectivas mais otimistas da GM surgiram apesar de um segundo trimestre difícil, no qual suas vendas nos EUA caíram, incluindo as grandes picapes e SUVs que geram a maior parte de seus lucros.
A empresa manteve os lucros elevados ao manter o estoque baixo e preços mais altos em seus modelos mais lucrativos. A diretora executiva Mary Barra afirmou que vê esse impulso positivo se estendendo até o próximo ano.
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“Esperamos que essas tendências continuem a fortalecer nosso desempenho até 2027 e além, pois contamos com múltiplos fatores de expansão de margem e crescimento, ao mesmo tempo em que mantemos nossa disciplina de capital”, afirmou Barra em sua carta trimestral aos acionistas.
O lucro ajustado antes de juros e impostos neste ano ficará na faixa de US$ 14 bilhões a US$ 16 bilhões, acima da previsão para 2026, de US$ 13,5 bilhões a US$ 15,5 bilhões, divulgada em abril, e dos US$ 13 bilhões a US$ 15 bilhões previstos em janeiro.
A GM reduziu sua previsão de lucro líquido em pelo menos US$ 1,5 bilhão, para uma faixa de US$ 9,9 bilhões a US$ 11,4 bilhões, devido a despesas relacionadas a veículos elétricos.
A empresa acrescentou mais US$ 2,3 bilhões a esses encargos ao reduzir a produção de modelos totalmente elétricos. Isso eleva o total das baixas contábeis da GM relacionadas a veículos elétricos para US$ 11 bilhões, à medida que a empresa recua em sua estratégia de eletrificação, outrora agressiva.
A montadora informou que obteve um lucro líquido de cerca de US$ 1,3 bilhão no segundo trimestre, abaixo dos US$ 1,9 bilhão do ano passado, em parte devido a esses encargos.
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As ações da GM subiram 1,3% no pré-mercado, para US$ 76,75, às 7h15 em Nova York. As ações fecharam a segunda-feira com queda de 6,8% no acumulado do ano.
A receita no período de três meses totalizou US$ 48,03 bilhões, em comparação com as estimativas dos analistas de US$ 46,61 bilhões.
Isso ocorreu após a empresa ter registrado uma queda de 4,2% nas vendas no último trimestre, devido à menor demanda por suas picapes mais vendidas e pelo SUV crossover Equinox. Nos primeiros seis meses, as entregas da GM caíram 6,8%.
O lucro por participação acionária da empresa na China aumentou para US$ 83 milhões, acima dos US$ 71 milhões registrados há um ano, mas abaixo dos US$ 165 milhões do primeiro trimestre.
A empresa informou ainda que recomprou US$ 2 bilhões em ações no trimestre encerrado em 30 de junho.
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