Bloomberg — O acúmulo de ativos privados não vendidos nos balanços patrimoniais dos investidores é um aviso de que alguns podem estar supervalorizados — e uma faísca poderia desencadear uma queda generalizada, segundo Lloyd Blankfein, ex-CEO do Goldman Sachs (GSA).
“Em algum momento, é necessário que haja uma força ou um acerto de contas que faça com que você se depare com o valor real do seu balanço patrimonial”, disse Blankfein em entrevista à Bloomberg Television, com Francine Lacqua.
O ex-CEO do banco de Wall Street, que passou a maior parte da carreira como trader antes de liderar o Goldman durante a crise financeira, fez os comentários em um momento em que a disrupção causada pela inteligência artificial e focos de supostas fraudes geram nervosismo nos mercados privados.
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Blankfein, que lançou seu livro de memórias neste mês, alertou que a probabilidade de uma correção mais ampla aumentou com o passar do tempo desde as crises anteriores.
“A analogia de que gosto é a seguinte: você acumula material inflamável no chão da floresta e, eventualmente, surge uma faísca”, disse Blankfein.
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“Mas quanto maior o intervalo entre essas faíscas que incendeiam a floresta, maior é o acúmulo.”
Ele também expressou preocupação com o crescimento do crédito privado nas carteiras de investidores individuais.
“Quando você perde dinheiro de consumidores individuais — ou seja, contribuintes e cidadãos — as pessoas no governo ficam muito, muito irritadas”, disse no início deste mês.
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