Bloomberg Línea — O Grupo Almaviva encerrou 2025 com receita de R$ 11,1 bilhões e Ebitda de R$ 2,2 bilhões, com margem de 19,6%, considerando a consolidação da Tivit ao longo de todo o ano.
O resultado do faturamento anual representa crescimento de 25% em relação ao ano anterior, de acordo com comunicado divulgado pelo grupo italiano do setor de tecnologia nesta terça-feira (12).
O desempenho marca o primeiro ciclo completo da empresa após a aquisição da Tivit, concluída em agosto de 2025. O acordo havia sido anunciado em junho do mesmo ano com os fundos assessorados pela Apax Partners, controladora da Tivit desde 2010.
Na América Latina, o grupo registrou R$ 4,5 bilhões em receita, somando as operações da Tivit, Almaviva Solutions, Almawave e Almaviva Experience. O grupo afirma ser o segundo maior provedor de soluções de tecnologia no Brasil.
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Mais de 50% da receita da Almaviva é gerada fora da Itália. Além da Tivit, o grupo realizou a aquisição da Iteris nos Estados Unidos em 2024, ampliando sua presença para 21 países.
Após a integração, a Almaviva diz ter equacionado a posição de endividamento da Tivit. Ao encerrar 2024, último exercício antes da aquisição, a dívida líquida consolidada da empresa brasileira era de R$ 533 milhões, com alavancagem de 1,7 vez o Ebitda.
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“Estamos testemunhando uma mudança estrutural no setor. A tecnologia deixou de ser apenas uma função de suporte — ela está se tornando um fator determinante para a competitividade dos nossos clientes. Nosso papel está evoluindo de acordo com essa transformação”, afirmou Marco Tripi, CEO global do Grupo Almaviva, em comunicado.
A estratégia do grupo inclui reduzir a dependência de modelos tradicionais de integração de sistemas e avançar no desenvolvimento de plataformas proprietárias com inteligência artificial e capacidades de dados. Entre as soluções citadas estão Moova e Velvet, desenvolvidas na Europa e que passam a ser ofertadas na América Latina.
A Tivit chegou à aquisição pela Almaviva após uma reestruturação que incluiu o desmembramento de suas divisões de data center, sob a marca Takoda, e de terceirização de processos de negócios, a Neobpo.
Em 2024, último exercício antes da aquisição, a empresa registrou receita bruta de R$ 2,1 bilhões, crescimento de 12,2% ante o ano anterior, Ebitda ajustado de R$ 336 milhões com margem de 17,1% e lucro líquido de R$ 24 milhões, ante R$ 6 milhões em 2023.
Já em 2025, primeiro ano sob o guarda-chuva da Almaviva, a Tivit registrou receita bruta de R$ 2,4 bilhões e receita líquida de R$ 2,2 bilhões, crescimento de 12% ante o ano anterior. A unidade de cibersegurança avançou 52% e a de nuvem, 25%, de acordo com as demonstrações financeiras divulgadas separadamente pela companhia em abril.
No comando da Tivit Brasil está Valdinei Cornatione, nomeado CEO em outubro de 2025. Cornatione trabalha na empresa há 28 anos e atuava como Chief Commercial Officer desde 2023.
“A integração com o Grupo Almaviva eleva claramente o nosso posicionamento. Passamos a competir com maior diferenciação tecnológica, maior profundidade de conhecimento setorial e maior relevância nas decisões estratégicas dos nossos clientes”, disse o CEO, em comunicado.
-- Reportagem atualizada para incluir dados da demonstração financeira da Tivit de 2025.
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