Ibovespa cai em reação ao balanço da Petrobras e inflação; dólar sobe a R$ 4,90

Núcleo do CPI, nos EUA, avança no ritmo de alta mais forte desde 2023; IPCA também avança e se aproxima do teto da meta definido pelo Banco Central

Papéis da Petrobras (PETR4) caíam 1,68% há pouco, após a petroleira ter divulgado na véspera seu balanço do primeiro trimestre.  (Foto: Maira Erlich/Bloomberg)

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) operava em queda nesta terça-feira (12), pressionado pelos dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil. O principal índice da B3 também sofre com a queda das ações da Petrobras (PETR4), que recuam após a divulgação do balanço do primeiro trimestre.

Já o dólar avança globalmente em meio ao clima de aversão a risco nos mercados internacionais.

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  • Ibovespa (IBOV): -0,26% às 11h10, aos 181.431 pontos
  • Dólar comercial: +0,17% às 11h10, a R$ 4,900

A preocupação dos investidores aumentou após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que foi impactado pela alta persistente dos preços da gasolina impulsionada pela guerra com o Irã e pelo avanço no custo dos alimentos.

O CPI subiu 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, no ritmo de alta mais forte desde 2023.

  • Dow Jones: +0,60%, às 11h10
  • S&P 500: +0,61%, às 11h10
  • Nasdaq 100: +0,92%, às 11h10
  • Petróleo Brent: +3,61% às 11h10, cotado a US$ 107,97 por barril

No Brasil, a inflação acelerou dentro do esperado, mas ficou mais próxima do teto da meta definida pelo Banco Central.

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O IPCA subiu 0,67% em relação ao mês anterior, praticamente em linha com a mediana de 0,68% estimada por analistas consultados pela Bloomberg. Na comparação anual, a inflação chegou a 4,39%.

Entre as ações, destaque também para a queda de 1,68% nos papéis da Petrobras (PETR4) após a petroleira divulgar seu balanço do primeiro trimestre.

A companhia registrou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado, apesar da alta do petróleo Brent.

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“Dada a combinação de resultados abaixo do esperado, dividendos inferiores à nossa projeção e incerteza quanto à sustentação do Brent, somada ao escrutínio sobre preços domésticos, avaliamos que Petrobras deve seguir negociando com desconto em relação aos pares”, afirmaram, em relatório, os analistas da Ativa Investimentos.

— Com informações da Bloomberg News

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