On desafia Nike e Adidas com aposta no futebol e plano para crescer até 19% ao ano

Com Mbappé e Thierry Henry, empresa suíça, que já se destaca em corrida e vestuário esportivo, busca novas oportunidades enquanto entra em um mercado dominado pelas gigantes e prevê alcançar pelo menos US$ 6,8 bilhões em vendas até 2029

Empresa suíça projeta alcançar pelo menos US$6,8 bilhões em vendas até 2029. (Foto: Stefan Wermuth/Bloomberg)
Por Tim Loh
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Bloomberg — A On prevê um crescimento das vendas na casa dos 15% a 19% nos próximos anos, à medida que a marca suíça de tênis se expande para modalidades esportivas como o golfe e o futebol, em seu esforço para competir com empresas como a Adidas e a Nike.

A marca de Zurique espera se beneficiar operacionalmente de uma maior escala em seus principais negócios de corrida, tênis e vestuário, informou a On nesta terça-feira (22), antes de um evento para investidores. O conselho da empresa também autorizou sua primeira recompra de ações.

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Apoiada pelo ícone do tênis Roger Federer, a On cresceu rapidamente desde sua fundação em 2010, começando com tênis de corrida e expandindo-se para o tênis, o treinamento e os esportes ao ar livre.

Uma parceria de 10 anos com o astro francês do futebol Kylian Mbappé abre novos caminhos para a On no esporte, há muito dominado por suas maiores rivais.


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A meta da On de se tornar a marca esportiva “mais premium” do mundo esbarra no ceticismo dos investidores em relação ao setor de tênis em geral e à capacidade da empresa de manter seu rápido crescimento e alta lucratividade. Muitas marcas esportivas e de estilo de vida estão recorrendo a descontos para atrair consumidores.

As ações da On caíram cerca de 40% no último ano e, no fechamento desta segunda-feira (21), eram negociadas abaixo do nível de sua oferta pública inicial (IPO) de 2021. Desde a abertura de capital, a On mais do que quadruplicou suas vendas líquidas e melhorou suas margens de lucro.

As ações subiam até 3,2% nas negociações pré-mercado em Nova York na terça-feira.

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Em seu novo plano trienal, a On espera que as vendas líquidas cresçam para pelo menos 5,6 bilhões de francos suíços (US$ 6,8 bilhões) até 2029, às taxas de câmbio à vista atuais, e tem como meta uma margem de Ebitda ajustada de pelo menos 22%.

A empresa tem como meta uma margem bruta de pelo menos 65% até 2029 e um crescimento do Ebitda ajustado superior a 20% ao ano. A empresa está a caminho de superar as metas para 2026 que estabeleceu há três anos.

Ela recomprará até US$ 1 bilhão de suas ações da Classe A até o final de 2029, de acordo com o comunicado.

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Leia também: Mbappé assina contrato com a On para alavancar a entrada da marca suíça no futebol

A On reiterou suas perspectivas atuais para o ano inteiro, mesmo antes de contabilizar os reembolsos de tarifas esperados. Para o terceiro trimestre, a empresa espera que as vendas cresçam cerca de 17% a taxas de câmbio constantes, impulsionadas por seus negócios diretos ao consumidor.

A entrada em grande estilo da On no futebol — incluindo a contratação do ex-jogador francês Thierry Henry como diretor — ajuda a fundamentar o crescimento de receita a longo prazo, afirmou a analista Kelly Crago, da BMO Capital Markets, em uma nota na semana passada. O futebol poderia gerar até US$ 400 milhões em receita anual até 2031, disse ela.

A On acredita que sua tecnologia LightSpray, na qual robôs pulverizam a parte superior de um calçado a partir de um filamento em questão de minutos, ajudará a empresa a projetar chuteiras de futebol leves e com ajuste perfeito. Já utilizada em tênis de maratona de alta tecnologia, a empresa pretende estender o uso da tecnologia a produtos para o mercado de massa.

--Com a colaboração de Karen Leigh e Subrat Patnaik.

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