PIB: economia brasileira cresce 0,5% no segundo trimestre e supera projeções

Produto Interno Bruto superou a estimativa mediana de 0,4% dos economistas consultados pela Bloomberg; em relação ao mesmo período do ano anterior, a economia cresceu 2%

La inflación quincenal de Brasil aumenta en medio de las amenazas arancelarias de Trump
Por Andrew Rosati
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Bloomberg — A economia brasileira registrou uma expansão moderada no segundo trimestre, após um início de ano mais forte, com os juros elevados pesando sobre o crescimento às vésperas da eleição presidencial.

Dados oficiais divulgados nesta terça-feira (1º) mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% entre abril e junho na comparação com o trimestre anterior, ligeiramente acima da estimativa mediana de 0,4% de uma pesquisa da Bloomberg com economistas. Na comparação anual, a economia cresceu 2%.

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A desaceleração evidencia o desafio crescente para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de sustentar o ritmo da economia enquanto disputa um quarto mandato. Embora o estímulo fiscal tenha aumentado antes da votação de outubro, consumidores e empresas sentem os efeitos da taxa básica Selic, que permanece em 14%.

Os estímulos de Lula ajudaram a proteger as famílias do aumento dos preços da energia provocado pelo conflito no Oriente Médio e, ao mesmo tempo, reforçaram suas perspectivas de reeleição. Mas as pressões inflacionárias resultantes reduzem o efeito da política monetária restritiva e preocupam investidores, que temem uma deterioração adicional das contas públicas caso ele vença.


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Pesquisas recentes mostram Lula à frente de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, embora a disputa esteja mais apertada.

As condições financeiras restritivas e os sinais crescentes de enfraquecimento da atividade, incluindo a desaceleração do mercado de trabalho, indicam que a economia pode perder ainda mais fôlego nos meses seguintes à eleição.

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