Mercado vê espaço para mais cortes e reduz projeção da Selic para 13,5% em 2026

Economistas consultados pelo Banco Central reduziram novamente a previsão para os juros, enquanto o Copom mantém postura cautelosa no ciclo de cortes

Planos dos candidatos para lidar com o aumento da dívida pública e dos gastos são fundamentais para as perspectivas fiscais do Brasil (Foto: Arthur Menescal/Bloomberg)
Por Andrew Rosati
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Bloomberg — Economistas revisaram para baixo suas previsões para a taxa básica de juros no final de 2026, à medida que a economia passa por um arrefecimento gradual às vésperas das eleições presidenciais de outubro.

A Selic cairá para 13,5%, ante os 13,75% previstos anteriormente, de acordo com o Relatório Focus, pesquisa semanal com analistas publicada pelo Banco Central nesta segunda-feira (21). Os economistas mantiveram suas previsões para 2027 e 2028 em 12% e 10,50%, respectivamente.

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Os membros do Comitê de Política Monetária do Banco Central realizaram um corte de um quarto de ponto na taxa na semana passada, levando a Selic a 13,75% e prolongando um ciclo que reduziu os custos dos empréstimos em 125 pontos-base desde março.

Eles se comprometeram a manter a política monetária restritiva à medida que a inflação acima da meta diminui e os riscos decorrentes de choques globais nos preços persistem.


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Economistas reduzem a previsão para Selic

Daqui para frente, o rumo futuro da política monetária dependerá em grande parte de quem vencerá a acirrada eleição presidencial brasileira, que, segundo as pesquisas, está praticamente empatada entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro.

Leia também: Mercado reduz projeção para a Selic no fim de 2026 e vê inflação mais controlada

Os planos dos candidatos para lidar com o aumento da dívida pública e dos gastos são fundamentais para as perspectivas fiscais do Brasil. Uma deterioração adicional poderia enfraquecer o real e aumentar as pressões inflacionárias, tornando mais difícil para o Banco Central continuar reduzindo as taxas, mesmo com a desaceleração da economia.

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