Syngenta entra com pedido confidencial de IPO de US$ 5 bi em Hong Kong, dizem fontes

Após abandonar Xangai e adiar planos por causa da guerra no Oriente Médio, gigante de sementes e pesticidas de propriedade chinesa retoma plano de abertura de capital e pretende estrear na bolsa em 2027, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg News

Oferta pública inicial da Syngenta, com sede na Suíça, seria uma das maiores listagens em Hong Kong nos últimos anos (Foto: Dado Galdieri/Bloomberg)
Por Dong Cao - Julia Fioretti
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Bloomberg — O Grupo Syngenta apresentou, de forma confidencial, um pedido de oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela Bloomberg News. A empresa avança com uma venda de ações que havia sido adiada devido ao impacto da guerra no Oriente Médio.

A empresa de sementes e pesticidas de propriedade chinesa está considerando levantar cerca de US$ 5 bilhões com o IPO, afirmaram as fontes. A meta é entrar na bolsa no próximo ano, dependendo das aprovações regulatórias, segundo as fontes, que pediram para não serem identificadas, pois as informações são confidenciais.

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A oferta pública inicial da Syngenta, com sede na Suíça, seria uma das maiores listagens em Hong Kong nos últimos anos. As empresas já concluíram US$ 47 bilhões em ofertas públicas iniciais na cidade este ano, mais do que o dobro do total registrado no mesmo período de 2025, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Os detalhes ainda estão sendo finalizados e as metas, incluindo o prazo e o volume da oferta, podem sofrer alterações, afirmaram as fontes.


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Um porta-voz da Syngenta se recusou a comentar.

A Syngenta havia entrado com um pedido de IPO em Xangai em 2021, mas retirou o pedido três anos depois, alegando volatilidade nos mercados. Hong Kong então surgiu como alternativa, e a empresa chegou a considerar a apresentação de um pedido de listagem em junho deste ano.

Mas a volatilidade voltou a afetar o mercado, com a guerra no Irã interrompendo o abastecimento do setor e afetando os preços. Houve também uma mudança dentro da Syngenta, com Hengde Qin assumindo o cargo de diretor executivo em agosto, substituindo Jeff Rowe, um dos principais defensores da oferta pública inicial.

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A Syngenta fabrica produtos para proteção de culturas, incluindo herbicidas, inseticidas e fungicidas, e também desenvolve variedades de sementes para culturas como milho, soja, girassol, cereais e hortaliças.

A China National Chemical, ou ChemChina, adquiriu a empresa em 2017. Posteriormente, a ChemChina foi incorporada à Sinochem Holdings.

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Além dos desafios enfrentados pelo setor agrícola, a empresa pode levar mais tempo para obter as aprovações necessárias para a abertura de capital. Ela pode precisar buscar autorizações adicionais, uma vez que atua no ramo de sementes agrícolas, considerado um setor particularmente sensível, segundo reportagem da Bloomberg News.

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