Preços dos alimentos no mundo atingem maior nível em três anos com temores sobre oferta

Índice de preços das commodities alimentícias das Nações Unidas subiu 0,6% em julho em relação ao mês anterior, impulsionado principalmente por grãos, açúcar e óleos vegetais, de acordo com um relatório divulgado na sexta-feira pela FAO

Shoppers browse vegetables and fruits for sale at the retail area of the Central de Abastos market in Mexico City, Mexico, on Saturday, July 12, 2025. The US Commerce Department announced in April it was terminating a long-running agreement with the country's southern neighbor over tomato prices on July 14, which will unleash a 17% levy on the fruits imported from Mexico. Photographer: Mauricio Palos/Bloomberg
Por Eleanor Thornber
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Bloomberg — Os preços globais dos alimentos registraram uma ligeira alta em julho, atingindo o nível mais alto em mais de três anos. Novas preocupações com os principais corredores de exportação de grãos se somaram às condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras.

O índice de preços das commodities alimentícias das Nações Unidas subiu 0,6% em julho em relação ao mês anterior, impulsionado principalmente por grãos, açúcar e óleos vegetais, de acordo com um relatório divulgado na sexta-feira pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O índice da FAO acompanha as commodities alimentícias comercializadas internacionalmente.

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Grande parte da atenção nos mercados globais de alimentos passou da turbulência inicial causada pelo conflito entre os EUA e o Irã para o enfraquecimento das safras, a incerteza comercial e as preocupações climáticas persistentes.

Preços globais dos alimentos atingem o maior nível em três anos

A intensificação dos ataques russos e ucranianos está alimentando temores quanto ao abastecimento proveniente da importante região de grãos do Mar Negro, contribuindo para elevar os preços do trigo a uma alta de dois anos em junho.

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A Europa também caminha para uma das maiores quedas já registradas na safra de grãos, à medida que o calor extremo queima as plantações, enquanto a seca nas principais áreas de cultivo dos EUA ameaça os rendimentos do milho e da soja.

Leia também: De guerras a mudança climática: tempestade perfeita ameaça a segurança alimentar global

A perspectiva de um El Niño excepcionalmente forte, somada às interrupções no fornecimento de fertilizantes e aos elevados custos de energia na esteira do conflito com o Irã, significa que os mercados globais de alimentos estão enfrentando uma nova onda de riscos à produção e ao comércio.

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