Bloomberg — Os preços globais dos alimentos registraram uma ligeira alta em julho, atingindo o nível mais alto em mais de três anos. Novas preocupações com os principais corredores de exportação de grãos se somaram às condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras.
O índice de preços das commodities alimentícias das Nações Unidas subiu 0,6% em julho em relação ao mês anterior, impulsionado principalmente por grãos, açúcar e óleos vegetais, de acordo com um relatório divulgado na sexta-feira pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O índice da FAO acompanha as commodities alimentícias comercializadas internacionalmente.
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Grande parte da atenção nos mercados globais de alimentos passou da turbulência inicial causada pelo conflito entre os EUA e o Irã para o enfraquecimento das safras, a incerteza comercial e as preocupações climáticas persistentes.

A intensificação dos ataques russos e ucranianos está alimentando temores quanto ao abastecimento proveniente da importante região de grãos do Mar Negro, contribuindo para elevar os preços do trigo a uma alta de dois anos em junho.
A Europa também caminha para uma das maiores quedas já registradas na safra de grãos, à medida que o calor extremo queima as plantações, enquanto a seca nas principais áreas de cultivo dos EUA ameaça os rendimentos do milho e da soja.
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A perspectiva de um El Niño excepcionalmente forte, somada às interrupções no fornecimento de fertilizantes e aos elevados custos de energia na esteira do conflito com o Irã, significa que os mercados globais de alimentos estão enfrentando uma nova onda de riscos à produção e ao comércio.
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