Buenos Aires lidera ranking de melhores cidades da América Latina; São Paulo fica em 6º

Capital argentina supera Santiago e Lima no Global Cities Index; São Paulo aparece na sexta posição regional e em 292º lugar no mundo, enquanto Brasília aparece na décima posição em LatAm

Los peatones caminan por la Plaza de Mayo, cerca de la Casa Rosada y el Banco Nación de Argentina en Buenos Aires, Argentina, el miércoles 10 de diciembre de 2025.

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Bloomberg Línea — Buenos Aires, Santiago e Lima são as três melhores cidades da América Latina e do Caribe em 2026, de acordo com o Global Cities Index publicado pela Oxford Economics em 15 de setembro.

Nesta terceira edição do índice, a consultoria analisou 1.000 cidades em todo o mundo, incluindo 113 na região.

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Para a elaboração da lista, foram analisados 27 indicadores agrupados em cinco categorias: capital humano, qualidade de vida, meio ambiente, governança e economia. Com base nessa metodologia, Buenos Aires ficou em primeiro lugar.

A capital argentina lidera a região na 138ª posição no ranking global, destacando-se por seu reservatório de talentos, suas universidades e a concentração de sedes corporativas.

“Buenos Aires está aproveitando sua sólida base de capital humano e seus custos de moradia relativamente baixos para subir de posição nos rankings deste ano, oferecendo assim importantes oportunidades no mercado de consumo”, destaca o relatório.

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O segundo lugar fica com a capital chilena, Santiago, que ocupa a 155ª posição no ranking mundial e é reconhecida por sua diversidade econômica, forte presença institucional, ampla base de talentos qualificados e ambiente empresarial favorável.

“O desempenho recente de Santiago tem sido impulsionado por seu notável polo de serviços financeiros e empresariais localizado no nordeste da cidade”, destaca o relatório.

“A correspondência do fuso horário com a América do Norte, o investimento contínuo em infraestrutura e os custos operacionais competitivos posicionaram a cidade como um local cada vez mais atraente para a prestação de serviços compartilhados sob o modelo de nearshoring”.

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Lima, na 196ª posição no ranking internacional, completa o pódio da América Latina e do Caribe, embora tenha maior potencial do que as cidades que, no momento, a superam.

A capital peruana chegou até a receber um comentário específico do autor principal do Global Cities Index, Liam Sides.

“Olhando para o futuro, Lima é a cidade com maior potencial de ascensão em nosso ranking. Prevê-se que seu PIB cresça 3,2% ao ano, em média, durante a próxima década: quase o dobro do ritmo de grandes cidades comparáveis, como São Paulo, e em linha com o crescimento esperado nas cidades mais dinâmicas da Europa e do Oriente Médio”, afirmou o autor.

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A Cidade do México, graças ao volume de seu PIB e aos seus elevados indicadores de capital humano, ficou em quarto lugar na região, seguida pela Cidade do Panamá, um dos centros logísticos mais importantes da região.

A seguir, o top 10 das melhores cidades da América Latina e do Caribe em 2026, bem como sua posição no ranking mundial:

  1. Buenos Aires (138)
  2. SanTiago (155)
  3. Lima (196)
  4. Cidade do México (221)
  5. Cidade do Panamá (280)
  6. São Paulo (292)
  7. San José, CR (297)
  8. Bogotá (299)
  9. Monterrey, México (314)
  10. Brasília (335)

A Oxford Economics destaca em seu índice algumas cidades da América Latina e do Caribe que não fazem parte do top 10, embora tenham potencial de crescimento e estejam chamando a atenção.

Uma delas é Arequipa, a segunda maior cidade do Peru e um importante centro mundial do cobre, cujo PIB anual registrou um crescimento médio de 5,1% nas duas últimas décadas.

Georgetown, a capital da Guiana, destaca-se como a cidade com os maiores ganhos econômicos individuais da região, graças às suas riquezas naturais, com uma taxa média de crescimento de 12,6% ao ano nos últimos 20 anos.

Medellín, na Colômbia, também chama a atenção e figura entre as cidades regionais que a Oxford Economics recomenda acompanhar.

Brasília e Monterrey são outras duas cidades latino-americanas que merecem atenção.

Brasília “agora está impulsionando o crescimento em setores complementares, como os serviços financeiros e empresariais”, enquanto Monterrey, “a vencedora do nearshoring na América do Norte nos últimos anos”, está reforçando seu papel como motor industrial do México, elogia a Oxford Economics.

Eis a posição dessas cidades no ranking mundial:

  • Monterrey - 314
  • Brasília - 335
  • Medellín - 370
  • Arequipa - 417
  • Georgetown - 721